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Espaço da prática da fé, oratórios são parte do acervo do Museu Mariano Procópio

Por Roberta Oliveira

Oratório restaurado que faz parte do acervo do Museu Mariano Procópio | Foto: Museu Mariano Procópio/Divulgação

No mês do aniversário de 101 anos do Museu Mariano Procópio, a Rádio Catedral FM aborda a presença de itens relacionados à fé católica no acervo da instituição juiz-forana.


Destacamos os oratórios, peças de mobiliário que eram espaço de fé e devoção no ambiente doméstico. Doze oratórios e sete lanternas de procissão fazem parte dos cerca de 55 mil objetos sob guarda e cuidado da Fundação Museu Mariano Procópio.


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O historiador da instituição Sérgio Augusto Vicente fala que eles foram confeccionados entre os séculos XVIII e XIX e que representam momentos diferentes.


Segundo Sérgio Augusto Vicente, estes oratórios possuem um significado e simbolismo para entender como a fé era praticada nos séculos XVIII e XIX.


Oratórios permitiam a vivência da fé em casa ou nas comunidades


O historiador do Museu Mariano Procópio reforça que era o espaço da prática da devoção, de uma forma mais acessível para os moradores da residência.


Por conta disso, os oratórios eram cuidados e passados entre as diferentes gerações. O afeto ampliou o valor simbólico dos objetos, como diz Sérgio Augusto Vicente.


Além da devoção doméstica, os oratórios também podiam se tornar espaços públicos de devoção em casos específicos, como reforça o historiador do Museu Mariano Procópio.



Dom Gil em visita ao Museu

Dom Gil Antônio Moreira reza em frente a um dos oratórios durante visita ao Museu Mariano Procópio | Foto: Arquidiocese de Juiz de Fora.


Preservando os oratórios como peças históricas


O historiador Sérgio Augusto Vicente explica o simbolismo do oratório quando ele está sob a guarda de um museu, como os 12 que estão no acervo do Museu Mariano Procópio.


No ano passado dez oratórios e sete lanternas processuais passaram por processo de restauro, após investimento de R$ 104 mil reais, obtido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) junto a uma emenda parlamentar custeada pelo Ministério do Turismo.


O Supervisor de Museologia, Eduardo Machado, falou sobre a importância deste trabalho executado por técnicos de uma empresa de São João del-Rei, que venceu a licitação.


Eduardo Machado falou sobre o processo para recuperar os oratórios e permitir uma experiência mais próxima da original quando estiverem expostos para visitantes e ou vistos por pesquisadores.


Um dado curioso: de acordo com informações levantadas pelo Museu Mariano Procópio, ainda não há pesquisas acadêmicas sobre a origem dos 12 oratórios que fazem parte do acervo do primeiro museu de Minas Gerais. Para saber como proceder para estudar o assunto, confira esta matéria da Rádio Catedral FM.


Oratório restaurado que faz parte do acervo do Museu Mariano Procópio Foto: Museu Mariano Procópio/Divulgação

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