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Paciente que recebeu doação de banco internacional de medula conversa com a Rádio Catedral JF

Primeiro transplante com doação de banco internacional de medula óssea foi realizado no Hospital Universitário da UFJF.


Por Fabíola Castro

Paciente Duda Carmo | Foto: Arquivo pessoal.

Na última terça-feira, 21, trouxemos no quadro “Bendita Saúde” uma entrevista com o professor da Faculdade de Medicina da UFJF, médico hematologista Doutor Abrahão Hallack, que faz parte do serviço de transplante de medula óssea (TMO) do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF, sob gestão da Ebserh). Ele falou sobre o transplante que foi realizado na instituição em uma paciente que recebeu a doação de medula vinda do banco internacional, mais especificamente da Inglaterra, trazida por intermédio do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).


Foi a primeira vez que o Hospital realizou esse tipo de procedimento, chamado não aparentado, ou seja, quando não é uma medula doada por pais ou irmãos.


A paciente é a Raimunda Souza de Almeida Carmo, mais conhecida como Duda, de 53 anos, moradora da cidade de Andrelândia, a cerca de 150 km de Juiz de Fora. Ela foi diagnosticada com Aplasia de Medula Óssea. Nesta quinta-feira, 23, também no “Bendita Saúde”, ela conversou com a Rádio Catedral, após ter feito o transplante há alguns meses com sucesso.


Confira:


Como foi o seu diagnóstico?


Com o diagnóstico, então, você foi procurar o especialista?


Como foi para você receber a medula vinda de fora do país?


Como foi o atendimento recebido no hospital?


Como você está agora depois do transplante?


Ficamos muito felizes por você estar bem nesse momento e qual mensagem você deixa?


Aplasia de Medula


A Aplasia de Medula é uma doença de difícil tratamento, segundo o médico hematologista Doutor Abrahão Hallack. No caso da paciente o transplante foi feito e foi um sucesso. Ainda conforme o médico, o procedimento representa um passo importante para o início de um programa de transplante de medula óssea que utiliza doadores fora da família, possibilitando a expansão da capacidade de acesso a mais doadores, aumentando a oferta de tratamento a mais pessoas que necessitam desse tipo de terapia.


"O Hospital Universitário tem um diferencial nesses casos, sendo um centro de referência para transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde, recebendo pacientes de vários estados”, conforme Doutor Abrahão.

Redome


O Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) foi criado em 1993, em São Paulo, para reunir informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para quem precisa de transplante. Desde 1998, é coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.


Com mais de cinco milhões de doadores cadastrados, o Redome é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo e pertence ao Ministério da Saúde, sendo o maior banco com financiamento exclusivamente público. Anualmente são cadastrados mais de 300 mil novos doadores.


Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante é procurar um doador compatível entre indivíduos, não familiares, na população regional ou mundial.


Atualmente, a busca por doadores para pacientes brasileiros é realizada simultaneamente no Brasil e no exterior. Os bancos internacionais também acessam os dados dos candidatos a doadores a partir de sistemas especializados.


Cadastro para doação de medula em JF


Em Juiz de Fora, os candidatos a doadores de medula óssea podem fazer o seu cadastro na Fundação Hemominas. É preciso ter entre 18 e 35 anos.


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