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Polícia Civil prende grupo que aplicava golpes durante calamidade em Juiz de Fora

  • Foto do escritor: Radio Catedral
    Radio Catedral
  • 3 de mar.
  • 2 min de leitura

Por Rádio Catedral


Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, nesta terça-feira, dia 3, a Operação Burla e prendeu três homens suspeitos de aplicar golpes durante o período de calamidade pública em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A ação também resultou na apreensão de dois veículos de luxo utilizados pelo grupo.


De acordo com as investigações, os suspeitos – com idades de 20, 43 e 66 anos, de nacionalidade portuguesa – estariam circulando pela cidade e abordando pessoas nas ruas para vender produtos falsificados como se fossem originais, oferecendo supostos descontos. A cidade enfrenta decreto de calamidade pública por causa das fortes chuvas e isso teria sido explorado pelo grupo para facilitar a prática criminosa.


Entre os materiais apreendidos estão ternos, roupas, óculos, perfumes, malas, mochilas, panelas e faqueiros de marcas conhecidas, comercializados de forma enganosa.


As investigações começaram a partir do monitoramento das áreas afetadas pelas chuvas e identificaram que o mesmo grupo já teria atuado em outros municípios mineiros, como Patos de Minas e Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba.


Após trabalho de inteligência, os policiais localizaram os suspeitos no momento em que chegavam a um hotel no centro da cidade. Nos veículos e em três quartos ocupados pelo grupo foram encontrados grandes volumes de mercadorias falsificadas.


Segundo a Polícia Civil, os homens confessaram a prática e admitiram que armazenavam os produtos no hotel. Uma mulher de 43 anos que estava com o grupo foi ouvida e liberada após negar participação nos crimes.


O delegado Márcio Rocha destacou que os investigados estariam se aproveitando de um momento de fragilidade social para aplicar os golpes. Segundo ele, a resposta da polícia foi rápida para evitar que mais pessoas fossem prejudicadas.



Os três suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de associação criminosa e contra a propriedade industrial e encaminhados ao sistema prisional. Os veículos foram apreendidos e removidos para um pátio credenciado.


O nome da operação, “Burla”, faz referência ao termo utilizado em Portugal para designar o crime equivalente ao estelionato no Brasil, em alusão à forma como o grupo induzia as vítimas ao erro para obter vantagem ilícita.


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