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Em Juiz de Fora, governador de Minas reinaugura prédio histórico da Escola Estadual Delfim Moreira

Atualizado: 25 de abr. de 2023

Por Fabíola Castro

Em Juiz de Fora, Zema estava acompanhado por outras autoridades.


Em Juiz de Fora na tarde desta sexta-feira, 24 de março, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, inauguraram as obras de restauração do histórico Palacete Santa Mafalda, que abriga a Escola Estadual Delfim Moreira. Localizado na região central do município, nas esquinas da Avenida Barão do Rio Branco e Rua Braz Bernardino, o Palacete é tombado pelo patrimônio histórico.


Foram cerca dez anos fechado diante da necessidade de intervenções e, segundo Zema, neste momento o prédio é devolvido para uso de alunos e servidores da Escola Estadual Delfim Moreira.


O governador disse que a previsão é que já em abril os alunos possam retornar para a Escola Estadual Delfim Moreira e explicou como serão os recursos para cuidar e manter o espaço.


Conforme Romeu Zema o atraso nas obras - que tinham previsão de durar dois anos e duraram quatro - teve a contribuição da pandemia, além da complexidade do restauro no prédio histórico tombado.


De acordo com o chefe do Executivo mineiro a restauração do Palacete Santa Mafalda teve um custo alto por ser um prédio de grande porte e por estar bastante deteriorado.


Orçada inicialmente em R$8 milhões, a obra da Escola Estadual foi finalizada com o valor de R$13 milhões, de acordo com secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga. A restauração foi coordenada pelo Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), com investimentos do Governo de Minas.


Para receber os estudantes e servidores, conforme a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) também foram destinados quase R$650 mil para a aquisição de mobiliários e equipamentos diversos, para a aquisição de móveis planejados, que se adaptam às necessidades do centenário prédio escolar, além de intervenções de jardinagem e paisagismo.

Ainda de acordo com a pasta estadual da educação, estudantes também vão encontrar no espaço novos equipamentos de informática. Conforme divulgado, para isso, foram investidos cerca de R$150 mil na renovação do parque tecnológico. Zema afirmou que mudanças foram feitas para modernizar essa e também outras escolas.


Durante o período da reforma, os alunos estudaram em um prédio alugado, também situado na região central de Juiz de Fora. A escola funciona em três turnos e atende estudantes dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio, Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) e Educação de Jovens e Adultos (EJA).


Após conclusão da reforma

Localizado nas esquinas da Avenida Barão do Rio Branco e Rua Braz Bernardino, o Palacete é tombado pelo patrimônio histórico.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, todos os ambientes estão estruturados com acessibilidade para possibilitar a inclusão, incluindo a criação de um elevador que liga os dois pavimentos e rampas de acesso. As escadas originais também foram mantidas, a fim de preservar o patrimônio tombado. Destaque para a biblioteca e sala de informática que chamam a atenção pela amplitude do ambiente.


O Palacete possui dois pavimentos com construção em estrutura de madeira e alvenaria de pedra e tijolos maciços. Sua fachada está alinhada com o passeio, com uma única porta de madeira ao centro e cercado por vãos em arco e janelas no modelo de guilhotina. O casarão apresenta elementos clássicos comuns nas construções no Brasil no final do século XIX e início do século XX.


Primeiro grupo escolar de Minas Gerais


O Palacete Santa Mafalda foi construído no final da década de 1850 pelo comendador Manoel do Vale Amado, como uma homenagem do proprietário rural ao imperador Dom Pedro II, durante sua primeira visita à cidade. Em 1861, o imperador chegou a utilizar o casarão na vida para inauguração da Companhia União Indústria. O espaço também foi palco de assinatura de importantes documentos, além de audiências e cerimônias oficiais.

À época, Dom Pedro II recusou a oferta do comendador para que ficasse com o imóvel de presente, dizendo que só aceitaria se ele fosse doado ao estado para abrigar uma escola ou obra de caridade.


Adquirido futuramente pelo Estado, o palacete foi transformado em 1907 no primeiro grupo escolar de Minas Gerais, função que ocupa até os dias de hoje, como sede oficial da Escola Estadual Delfim Moreira.


No dia 25 de fevereiro de 2023, o palacete completou 116 anos a serviço da educação. O edifício integra o patrimônio de Juiz de Fora desde 1983, quando foi tombado pela municipalidade.



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