Secretaria de Saúde de MG divulga números da dengue no estado
- Radio Catedral

- 15 de abr.
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Por Rádio Catedral

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa, de 2026, que orienta as ações de combate a doenças como dengue, chikungunya e zika em todo o estado.
O estudo, que identifica a presença de larvas do mosquito transmissor, aponta um cenário dentro do esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio — época de maior incidência dessas doenças no país.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, mesmo sendo um ano considerado endêmico para as arboviroses, o monitoramento contínuo é fundamental para direcionar as ações das equipes de saúde nos municípios.
Entre as cidades mineiras que participaram do levantamento nos meses de janeiro, fevereiro e março, 213 apresentaram índice satisfatório de infestação. Já 422 estão em situação de alerta e 184 municípios foram classificados em risco, com maior presença do mosquito.
O LIRAa é realizado por amostragem, quatro vezes ao ano. Durante as visitas, agentes de saúde inspecionam imóveis sorteados, identificam possíveis focos de água parada e coletam larvas. A partir disso, é calculado o índice de infestação, que indica o nível de risco em cada localidade.
Os principais criadouros continuam sendo encontrados dentro ou ao redor das casas, como caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e recipientes descartados de forma irregular. A orientação é clara: eliminar qualquer ponto de água parada é a forma mais eficaz de combate.
Em relação ao cenário estadual, Minas Gerais registra, até a 14ª semana epidemiológica de 2026, cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, além de 7 mil e 300 casos de chikungunya e 32 de zika. Apesar do aumento recente, os dados indicam uma tendência de queda, com números mais baixos em comparação a anos anteriores.
Juiz de Fora registra, até o momento, 27 casos confirmados de dengue e 271 casos prováveis. Em relação à chikungunya, são oito casos confirmados e quatro prováveis. Não há registros de zika na cidade.
Eduardo Prosdocimi reforça que a participação da população é essencial. Pequenas atitudes no dia a dia podem evitar a proliferação do mosquito e salvar vidas.







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