Santa Escolástica e o exemplo de amor a Deus que transforma a vida, destaca Padre Camilo
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Por Rádio Catedral

A igreja Católica celebra nesta terça-feira (10) a memória de Santa Escolástica. Natural de Núrsia, região italiana da Úmbria. Ela era irmã gêmea de São Bento e foi a primeira monja beneditina, fundando o ramo feminino da ordem criada pelo irmão. Viveu entre 480 e 543. Foi uma dócil aluna de Bento, do qual recebeu a sabedoria do coração, a ponto de superar seu mestre: é o que narra São Gregório Magno nos seus “Diálogos”, único texto de referência com poucas menções sobre a vida desta santa.
Santa Escolástica é invocada como intercessora contra tempestades, chuvas e relâmpagos. E também pelas crianças que sofrem convulsões. Além de ser patrona dos mosteiros beneditinos.
A frase mais conhecida dela revela essa proximidade com Deus: “Quem ama mais, pode mais”. Como o amor de Santa Escolástica por Deus pode inspirar um mundo que dedica sentimento ao que menos importa foi o tema do editorial do Jornal Boa Nova com Padre Camilo, diretor da Rádio Catedral.
História de Santa Escolástica
Fonte: Portal A 12
Escolástica, irmã gêmea de São Bento, o pai do monaquismo ocidental, nasceu em Núrcia, Úmbria, na Itália central, em 480. A mãe faleceu no parto dos irmãos, que desde sempre foram gêmeos também na vocação religiosa e de fundadores de mosteiros. Escolástica inclusive abraçou antes que Bento a vida monástica, quando este estudava retórica em Roma.
Escolástica e suas monjas seguiam a regra beneditina, e ela buscava a solidão na oração ou conversas pias sobre assuntos de Deus. Estes colóquios lhe eram muito edificantes e felizes com o irmão. Os respectivos mosteiros, masculino e feminino, dos irmãos, ficavam próximos, mas por motivo de mortificação e ascese eles se encontravam apenas uma vez por ano, numa propriedade do mosteiro de Monte Cassino onde Bento era abade.
Segundo a biografia de ambos escrita por São Gregório Magno, a partir de testemunhas oculares, no ano de 543, compreendendo que sua morte estava próxima, Escolástica foi como de costume visitar Bento, que desceu do seu mosteiro com alguns irmãos para encontrá-la. Passaram o dia juntos em santa comunhão e conversação, jantaram, e, à mesa, ela lhe pediu que ficassem ali naquela noite, falando sobre as coisas de Deus. Bento recusou-se, pois isto seria contra as regras do mosteiro.
Ela então rezou em silêncio, e o tempo, antes calmo e agradável, transformou-se numa chuva tão violenta que Bento e seus monges não podiam sequer sair da sala onde se encontravam. Ele se queixou, dizendo: “Que Deus onipotente te perdoe, irmã! Que fizeste?” Ao que ela respondeu: “Eu pedi a ti e não me quiseste ouvir; pedi ao Senhor, e Ele me escutou. Sai pois agora, se podes!”. Assim, passaram a noite em santas conversas, e no dia seguinte Bento retornou a Monte Cassino. Dias depois, ele teve a visão da alma da irmã, indo para o Céu. Mandou então buscar o seu corpo e o depositou na tumba que havia preparado para si, no próprio mosteiro. Pouco tempo depois, também ele faleceu.
Santa Escolástica é invocada nas situações em que o clima está hostil. A sua memória litúrgica, a 10 de fevereiro, é obrigatória.





