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Papa Leão XIV no Angelus: 'Deus vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo'

  • Foto do escritor: Radio Catedral
    Radio Catedral
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Por Silvonei José – Vatican News



O Papa, durante o Angelus neste 11º Domingo do Tempo Comum, ao comentar o Evangelho do dia com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, destacou que "Deus está atento aos sofrimentos do homem e sofre com ele.” Tendo-se feito nosso irmão, o Filho de Deus olha para as pessoas, olha para a humanidade: vê a opressão que subjuga e a violência que tira as forças. Vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo. "Ele vê rostos reduzidos a máscaras, famílias destruídas pelo mal e jovens iludidos por falsos ideais. Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós e conosco: a sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção”.


“Ele, com efeito, - disse o Papa - conhece o nosso coração e cuida dele: diante de tantas pessoas que são como "ovelhas sem pastor, Cristo dedica-se a todas elas enquanto bom pastor e, na qualidade de senhor da messe, envia trabalhadores para o campo do mundo”.


Leão também lembrou que entre os doze apóstolos escolhidos por Jesus para sua missão estão “Simão, chamado Pedro, o primeiro, e também Judas Iscariotes, o último, para nos lembrar que é possível seguir Jesus e traí-lo, mas o Evangelho permanece para todos uma palavra viva e verdadeira”.


A Boa Nova que atravessa os séculos é idêntica, sempre jovem, fresca e libertadora: "O Reino do Céu está perto! Sim, está próximo porque, em Jesus Cristo, Deus aproxima-se de cada homem e mulher, de cada povo e nação".


Quando este Evangelho é anunciado e praticado - sublinhou o Santo Padre -, o mal desmorona como uma doença que chega ao fim, como uma noite que dá lugar à aurora, como a morte vencida pelo Ressuscitado. É assim – acrescentou o Papa -, "que o olhar de Jesus transforma a realidade: a sua iniciativa, cheia de amor, dá vida a um povo novo – a Igreja –, chamado a continuar a missão dos apóstolos: Recebestes de graça, dai de graça".


"Sim, o dom de Jesus é totalmente gratuito, porque o seu valor ultrapassa toda a medida: é impossível merecê-lo ou “comprá-lo”. Esta graça é o belíssimo nome da misericórdia de Deus, que nos alcança em qualquer lugar, para nos levar até a si”.


A Igreja é, portanto, chamada a dar continuidade à obra dos apóstolos: “a tarefa de evangelizar nasce do dom de Deus que em Cristo se torna perdão para o mundo, serviço aos mais pequenos e pobres, empenho pela justiça”.


Peçamos a ajuda da Virgem Maria, cheia de graça, a fim de respondermos com alegria e coragem à missão para a qual Jesus nos chama, concluiu o Pontífice.

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