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"Maria, mãe da esperança, rogai por nós": paróquia de Juiz de Fora reza à Nossa Senhora do Rosário

Por Roberta Oliveira

Nesta sexta-feira, 7 de outubro, é celebrado o Dia de Nossa Senhora do Rosário. Várias igrejas e comunidades da Arquidiocese celebram este título mariano.


Entre elas, a paróquia no Bairro Granbery, em Juiz de Fora, já está vivendo a espiritualidade para a festa da padroeira que, neste ano, tem como tema "Maria, mãe da esperança, rogai por nós".


Na Arquidiocese, há celebrações na paróquia em Rosário de Minas, distrito de Juiz de Fora, e nas cidades de Bocaina de Minas, Belmiro Braga, Matias Barbosa, Santa Rita de Jacutinga, Descoberto e Guarará.


A festa em honra a este título da Virgem Maria recorda que, em 1571, os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos, vencendo-os em combate.


Programação intensa para celebrar a padroeira


Com o tema "Maria, mãe da esperança, rogai por nós", os devotos estão participando do tríduo com oração às 18h e missa a partir das 19h até esta quinta-feira, 6 de outubro.


O pároco, Padre Marcelo Magalhães, comenta sobre a programação de sexta-feira, 7, dia de Nossa Senhora do Rosário, na matriz na Rua Santos Dumont, 215, no Bairro Granbery



Programação da Festa de Nossa Senhora do Rosário na Paróquia no Bairro Granbery



Programação em honra à Nossa Senhora do Rosário

Juiz de Fora


Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Rosário de Minas

*A Matriz fica na Praça da Matriz, s/nº – Centro

Até dia 6 de outubro – Quinta-feira

19h30 – Missa e novena

Dia 7 de outubro – Sexta-feira – Dia de Nossa Senhora do Rosário

19h – Missa festiva

Dia 15 de setembro – Sábado

7h – Caminhada Mariana saindo de Valadares em direção à Rosário de Minas

Logo após, Missa e almoço

*Nos dias 14, 15 e 16 de outubro haverá festa social com almoço, barraquinhas e leilão.


Bocaina de Minas


Paróquia Nossa Senhora do Rosário

*A Matriz fica na Rua Joaquim Domingues Maciel, 13 – Centro

Até 6 de outubro – Novena

19h – Missa e Novena

*Todos os dias após a novena, funcionamento de barraquinhas.


Belmiro Braga


Capela Nossa Senhora do Rosário

*A capela fica na Praça Getúlio Vargas, 4 – Centro

Dia 7 de outubro – Sexta-feira – Dia de Nossa Senhora do Rosário

08h – Terço Mariano

12h – Oração do Angelus

15h – Terço da Divina Misericórdia

18h – Terço Mariano

18h30- Novena de Nossa Senhora Aparecida

19h- Missa Solene e Procissão com a imagem da padroeira

Matias Barbosa


Capela Nossa Senhora do Rosário

* A capela fica na Praça do Rosário, s/nº – Centro

Dia 7 de outubro – Sexta-feira – Dia de Nossa Senhora do Rosário

19h – Procissão seguida de Missa


Santa Rita de Jacutinga


Capela Nossa Senhora do Rosário

*A capela fica na Praça José Marinho de Araújo, 99 – Bairro Nossa Senhora do Rosário


De 1º a 31 de outubro – Mês do Rosário

19h – Oração do Terço

*Aos domingos, quartas e durante a novena de Nossa Senhora Aparecida o terço será às 15h.


Dia 22 de outubro – Sábado

19h – Procissão e Missa

20h30 – Leilão de Prendas e Ação entre amigos

*Haverá barracas de salgados e doces oferecidos pelos devotos.

Descoberto


Igreja Nossa Senhora do Rosário

*A capela fica no Centro

Dia 7 de outubro – Sexta-feira – Dia de Nossa Senhora do Rosário

19h – Missa


Guarará


Igreja Nossa Senhora do Rosário

*A capela fica no Bairro Rosário


De 6 a 8 de outubro – Tríduo

19h – Missa

Dia 9 de outubro – Domingo

17h30 – Terço

18h – Missa e Procissão


História da Devoção à Nossa Senhora do Rosário*


A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas (eremitas dos primeiros séculos do cristianismo) usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Dessa forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), lembrando que o índice de analfabetismo era muito grande, completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nosso e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, chamado de “o Venerável” (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

O Santo Rosário foi sendo transformado com o decorrer dos anos, porém, no ano de 1214, a Santa Igreja o estabeleceu na forma e método que hoje é usado. Antes, as Ave-Marias não eram como agora, nem mesmo os mistérios contemplados entre outros ingredientes da oração. Sua origem se deu com a revelação divina da Virgem Maria a São Domingos de Gusmão, fundador dos dominicanos (O.P.). Por meio das citações referidas ao Bem-aventurado Alano de La Roche em seu livro “De Dignitate Psalterri”, São Luís Maria Grignion de Montfort relata a origem do Rosário.

A tradição espiritual conta que, no contexto da revelação, São Domingos se preocupava em converter os albigenses, também conhecidos como cátaros (puros), que eram um grupo de hereges de caráter gnóstico e maniqueísta, sendo até mesmo protegida por bispos e nobres da época. Essa doutrina negava a existência de um único Deus, negava a divindade de Jesus, direcionava a salvação através do conhecimento etc., realidades que entravam em choque com o catolicismo. Desse modo, o santo procurava converter os heréticos e enfrentava grande resistência. Certa vez, procurou retirar-se em uma floresta para rezar e ali recebeu a orientação da Virgem Maria: “Querido Domingos, você sabe de que arma a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? [ … ] a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério” (MONTFORT, 2019, p. 42-43).

A partir dessa situação, São Domingos começou a pregar o Santo Rosário ou como foi dito, em revelação, “Saltério Angélico”. Assim expresso, pois naquela época poucas pessoas eram alfabetizadas e não conheciam a Sagrada Escritura. Por outro lado, os monges costumavam recitar em oração os 150 Salmos, rezando a “liturgia das horas”. Desse modo, os cristãos poderiam imitar a oração e se aproximar dos mistérios de Deus ao recitar 150 Ave-Marias, conhecida como a saudação angélica já que foi dita pelos Anjos e relatava nas Escrituras. Assim, tornou-se o “Saltério Angélico” (Salmos Angélicos). Em um segundo momento, ao esfriar a devoção do Saltério Angélico, em nova aparição, Nossa Senhora apareceu ao Beato Alano (1428 – 1475) lhe pedindo que reavivasse a prática. Assim ele formou os agrupamentos de 50 Ave-Marias e seus mistérios, conhecidos como: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Ela lhe disse que muitas graças e milagres seriam alcançados por meio desse modo e reafirmou os ditos a São Domingos.

Logo após, houve a batalha de Lepanto (Grécia, junto ao porto de Corinto) comandada por João da Áustria, em 7 de Outubro de 1571. O Papa Pio V procurava conter os avanços dos turcos na Europa e, antes disso, convocou os cristãos para que rezassem o rosário através da Carta Breve Consueverunt (1569). Era uma batalha extremamente importante, pois dela dependia a preservação do cristianismo e da cultura ocidental. Com a vitória adquirida, ele instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no mesmo dia da batalha, e reconheceu que a vitória veio por meio das orações do Rosário. Sendo este Papa da ordem dos dominicanos, por isso, seguiu a inspiração do fundador. O Pontífice instituiu a festa, inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória. Em 1573, o Papa Gregório XIII tornou a festa mariana obrigatória para a diocese de Roma e para as Confrarias do Santo Rosário, sob o título de Santíssimo Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria. Em 1716, o Papa Clemente XI inscreveu a festa no calendário romano, estendendo-se para toda a Igreja. A celebração ocorria em datas diferentes, conforme os costumes locais. O Papa Leão XIII inscreveu a invocação “Rainha do Sacratíssimo Rosário” na Ladainha Lauretana em 10 de dezembro de 1883. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração da festa em 7 de outubro.

Por fim, após anos de estímulo e devoção por parte dos papas e dos santos, São João Paulo II, em sua carta “Rosarium Virginis Mariae” (2002), institui o quarto mistério, que foi reconhecido como “luminoso”. Formando, então, o Rosário com quatro terços meditando os mistérios de Cristo. Assim, deu-se o formato daquilo que se conhece atualmente por Santo Rosário.


*Fonte: Site Canção Nova

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