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Dengue e outras doenças: um único mosquito que precisa ser combatido

Atualizado: 22 de jan.

Vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e Ministério da Saúde define estratégias de vacinação da população. À princípio devem ser imunizadas crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Vacina também está disponível na rede privada.


Por Fabíola Castro


A dengue é uma doença recorrente no Brasil. Transmitida pelo mosquito Aedes Aegypt ela pode se apresentar com casos leves a mais graves e levar a pessoa a óbito. Além da dengue esse mosquito transmite ainda outras doenças como a chikungunya, a zika e a febre amarela.


Minas Gerais registrou no início de 2024 aumento de casos de dengue acima do esperado para o período, o que acende o sinal de alerta para a necessidade de intensificação das ações de prevenção.


No fim de dezembro de 2023, o Ministério da Saúde incorporou a vacina contra dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde. A vacina chega como um reforço na prevenção, mas ainda assim, as ações de combate ao mosquito seguem importantes e muito necessárias.


O quadro Bendita Saúde desta quinta-feira (18) trouxe uma entrevista com o médico infectologista, Dr Marcos Moura, para falar sobre essa vacina, sobre a dengue e a prevenção a essa e outras doenças transmitidas por um único mosquito.


Confira:


A dengue é uma doença presente e recorrente no Brasil com muitos casos a cada ano. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país que registra mais casos de dengue no mundo, com 2,9 milhões de casos em 2023. Segundo o Ministério da Saúde, pelo menos 1.094 pessoas morreram por conta da dengue no ano passado. A inclusão da vacina no SUS é um passo importante para combater a dengue no nosso país?



Qual é essa vacina? Como ela funciona?



Então como acontece com outras vacinas, para receber o imunizante contra a dengue no SUS serão usados alguns critérios?



E sobre a dengue, como a doença se caracteriza? Quais sintomas elas pode apresentar?



A dengue tem formas mais leves e mais graves? E pode levar a óbito?



Diante de sintomas deve-se procurar atendimento para o diagnóstico e o tratamento correto?



Como é esse tratamento para a dengue?



É importante lembrar que o mosquito transmissor da dengue pode ainda transmitir outras doenças?



Como diferenciar as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypt?



O combate à dengue, ao mosquito que transmite também outras doenças, passa por ações do poder público e das pessoas no dia a dia?



Por isso, aqueles 10 minutos que tiramos na semana para cuidar do nosso quintal, do nosso espaço em casa e ver se não tem água parada é tão importante!


Para finalizar, quais as suas considerações?




O combate a dengue, ao mosquito transmissor dessa e de outras doenças também está em nossas mãos, nos cuidados para não deixar água parada e dar chance para o mosquito se reproduzir.


Segundo Boletim da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), até 15/01, Minas Gerais registrou 11.658 casos prováveis (casos notificados, exceto os descartados) de dengue. Desse total, 3.983 casos foram confirmados para a doença. Até o momento, não há óbitos confirmados por dengue no estado e três óbitos estão em investigação.


Em relação à febre Chikungunya, foram registrados 1.726 casos prováveis da doença, dos quais 1.223 foram confirmados. Até o momento, um óbito foi confirmado por Chikungunya em Minas Gerais e nenhum óbito está em investigação.


Quanto ao vírus Zika, até o momento, não foram registrados casos prováveis, nem confirmados da doença. Também não há óbitos confirmados ou investigação por Zika em Minas Gerais.


Em Juiz de Fora, a Secretaria de Saúde informou que, em 2024, até o dia 11 de janeiro, foram notificados 29 casos de dengue, com 20 confirmados e nenhum óbito. Ainda não há previsão para a divulgação do primeiro LirAa. Os levantamentos estão sendo finalizados.


De acordo com o boletim da SES/MG, há também 1 caso provável de Chikungunya no município.


A Gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Juiz de Fora, Louise Cândido, traz algumas orientações quanto aos cuidados em casa e também em caso de sintomas, e ainda, como a população pode denunciar locais que sejam possíveis espaços criadouros do mosquito que transmite as doenças.




Com a vacina a prevenção irá ganhar um reforço


*Foto: Rogério Vidmantas - Prefeitura de Dourados | Agência Brasil.

O Ministério da Saúde informou na última segunda-feira (15), que em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina contra a dengue, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) se reuniu, com a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), colegiado de caráter consultivo, para debater estratégias de utilização do quantitativo disponível.


O próximo passo, conforme a pasta, é definir a operacionalização, como público alvo e das regiões para aplicação das doses. Essa estratégia será pactuada na próxima Comissão Intergestores Tripartite (CIT), foro permanente de negociação, articulação e decisão entre gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição das doses deverá ser escalonada ao longo do ano, conforme o cronograma de entregas da empresa. Após a definição em conjunto com estados e municípios, o Ministério da Saúde irá divulgar a estratégia de vacinação e o público prioritário. A previsão é que a reunião aconteça ainda em janeiro.


Segundo os especialistas da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, o Ministério da Saúde deve seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e priorizar a vacinação na faixa etária entre 6 e 16 anos, conforme preconizou o Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (SAGE) sobre Imunização da OMS. Com este cenário, a Pasta, em conjunto com estados e municípios, deve definir qual idade será priorizada, diante do quantitativo de doses reduzido.


O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina, conhecida como Qdenga, em dezembro de 2023. A inclusão foi analisada de forma célere pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec) e passou por todas as avaliações da comissão, que recomendou a incorporação. Segundo o laboratório, a previsão é que sejam entregues 5,2 milhões de doses entre fevereiro e novembro de 2024. Outras 1,2 milhão doadas pela empresa estão em processo de tratativas para viabilizar o processo de doação. O esquema vacinal é composto por duas doses e a expectativa é que cerca de 3,2 milhões de pessoas sejam vacinadas.



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