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Delegado e seis investigadores da Polícia Civil são presos em ação do MPMG

Por Danielle Quinelato

Jet ski apreendido durante operação do MPMG em Juiz de Fora - Foto: PRF/Divulgação


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Regional da Zona da Mata, realizou, na manhã desta quinta-feira (20), a “Operação Transformers”. A ação foi desencadeada em conjunto com as polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e Penal.

O objetivo da operação foi cumprir 250 mandados judiciais, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Juiz de Fora, contra suspeitos de integrar organização criminosa voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, roubo, receptação e adulteração veicular. As equipes cumpriram 31 mandados de prisão preventiva, 61 mandados de busca e apreensão, 148 mandados de sequestro de veículos, 10 mandados de sequestro e indisponibilidade de imóveis, apreensão e indisponibilidade financeira com apreensão de bens na ordem de R$55 milhões. Durante coletiva de imprensa, o promotor de Justiça, Thiago Fernandes de Carvalho, detalhou a atuação dos criminosos.


Entre os suspeitos presos preventivamente, estão policiais civis investigados por suposto envolvimento em crimes de tráfico de drogas e corrupção passiva. O delegado e os seis investigadores foram encaminhados à Casa de Custódia da Polícia Civil em Belo Horizonte. De acordo com a Chefe do 4º Departamento de Polícia Civil em Juiz de Fora, Flávia Mara Camargo Murta, além do processo criminal, os servidores responderão a procedimentos administrativos disciplinares na Corregedoria.


As investigações, que duraram aproximadamente dois anos, demonstram que os investigados pertencem a uma extensa e complexa organização criminosa com atuação concentrada na Zona da Mata mineira, especialmente na cidade de Juiz de Fora. Informações obtidas por meio de ordem judicial indicam que essas relações criminosas podem ter movimentado quase R$ 1 bilhão nos últimos cinco anos.

A operação contou com a participação de oito promotores de Justiça, 24 agentes policiais do Gaeco, seis servidores do Ministério Público e 250 policiais das forças de segurança. Houve o apoio de dois helicópteros, um da Polícia Militar e outro da Polícia Rodoviária Federal. A ação também conta com o apoio da Polícia Militar do Meio Ambiente, da Polícia Penal e da Secretaria de Estado de Fazenda. As investigações seguem em andamento, agora em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil.

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