Colégio João XXIII: direção busca novo local para escola e fala sobre obras na área do prédio interditado
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Por Rádio Catedral

O Colégio de Aplicação João XXIII é a única unidade da Universidade Federal de Juiz de Fora que não retoma atividades nesta segunda-feira (9). O prédio, aos pés do Morro do Cristo, no Bairro Santa Helena, segue temporariamente interditado após os danos causados pelas chuvas. Na sexta (6), houve uma reunião com os responsáveis pelos cerca de 1 mil alunos. Foi explicado que duas frentes estão em andamento: uma é avaliação das condições do local por comissão técnica especializada e na busca por outros imóveis que possam receber, de forma provisória e emergencial, as atividades do Colégio.
Ainda na reunião houve uma homenagem ao Bernardo Lopes Dutra, do 7º ano, que foi uma das 65 vítimas da tragédia das chuvas em Juiz de Fora.
Garantir a segurança da estrutura
O pró-reitor de Infraestrutura Fábio Brum disse que o grande volume de chuvas e a topografia do local trouxeram risco no entorno do prédio, com deslizamentos já registrados, embora a fundação e a edificação estejam íntegras. A prioridade é estabilizar as massas de solo do entorno. Conforme a UFJF, ações mitigadoras estão sendo feitas para tentar impedir a movimentação do maciço de terra, entre elas, a fixação de lonas nas áreas mais críticas. Foi constituída uma comissão técnica, composta por dez profissionais da Proinfra, da Engenharia e da Geografia para fazer uma análise das condições do local e apresentar um relatório até o dia 20 de março. Segundo o engenheiro Rharã de Almeida Cardoso, presidente da comissão técnica, estas avaliações vão determinar se é possível ou não fazer intervenções, garantindo a segurança e o retorno da ocupação do Colégio. Do ponto de vista da engenharia, ele disse que os problemas não são complexos e a perspectiva é boa. Serão necessárias obras de estabilização, contenção e drenagem, se o parecer da comissão indicar a permanência do Colégio no local.
Local emergencial para acomodar a comunidade escolar
O diretor Felipe Bastos disse que alguns espaços já foram visitados e outros estão agendados, ainda sem previsão de retorno. Ele explicou que a equipe da Reitoria está em busca de um local emergencial e provisório que comporte a escola com segurança.
A escola tem o apoio da Reitoria e do Ministério da Educação (MEC) para retomada das atividades com o menor prejuízo possível para os alunos. O Ministério determinou que o secretário de Ensino Superior, professor Marcus David, acompanhe a situação de perto.
Felipe Bastos descartou, por ora, a possibilidade de ensino remoto. E reforçou que o retorno das aulas e demais atividades não está condicionado à realização das obras no Colégio, porque mesmo que sejam prioridade no MEC, levarão algum tempo. Alguns pais questionaram sobre a possibilidade de trancamento da matrícula dos estudantes. O diretor de ensino Fernando Lamas respondeu que consultaria à Universidade sobre a possibilidade. Em caso de dúvidas, os pais foram orientados a entrar em contato pelo e-mail joaoxxiii@ufjf.br


