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Papa Leão XIV: 'peçamos à Virgem que faça crescer em nós o amor pela Santa Madre Igreja'

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    Radio Catedral
  • há 58 minutos
  • 4 min de leitura

Por Bianca Fraccalvieri - Vatican News



Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (13), Leão XIV refletiu sobre o tema “A Virgem Maria, modelo da Igreja”, inspirando-se no último capítulo da Constituição Dogmática Lumen Gentium, dedicado à Mãe de Jesus. O Pontífice também recordou o atentado ao Papa João Paulo II em 13 de maio de 1981, dia em que a Igreja recorda Nossa Senhora de Fátima.



Maria é modelo, membro e mãe


Neste documento, Ela é «saudada como membro eminente e inteiramente singular da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade» (n. 53). Estas palavras, afirmou o Papa, nos convidam a compreender como em Maria, que sob a ação do Espírito Santo acolheu e gerou o Filho de Deus feito carne, se pode reconhecer tanto o modelo, como o membro excelente e a mãe de toda a comunidade eclesial.


O Santo Padre explicou: ao deixar-se moldar pela obra da Graça, que veio a realizar-se Nela, e ao acolher o dom do Altíssimo com a sua fé e o seu amor virginal, Maria é o modelo perfeito daquilo que toda a Igreja é chamada a ser, isto é, criatura da Palavra do Senhor e mãe dos filhos de Deus gerados na docilidade à ação do Espírito Santo. Na medida em que é a fiel por excelência, na qual nos é oferecida a forma perfeita da abertura incondicional ao mistério divino na comunhão do povo santo de Deus, Maria é membro excelente da comunidade eclesial. Por fim, na medida em que gera filhos no Filho, amados no Amado eterno que veio entre nós, Maria é mãe de toda a Igreja, que pode dirigir-se a Ela com confiança filial, na certeza de ser ouvida, guardada e amada.


Maria, a mulher ícone do Mistério


Maria também pode ser considerada a mulher ícone do Mistério. Com o termo “mulher”, destaca-se a realidade histórica desta jovem filha de Israel, a quem foi concedido viver a extraordinária experiência de se tornar a mãe do Messias. Com a expressão “ícone”, sublinha-se que Nela se realiza o duplo movimento de descida e de ascensão: tanto a eleição gratuita por parte de Deus, como o livre consentimento da fé Nele.


O lugar de Maria na obra da Redenção


Outro ensinamento do Concílio ressaltado por Leão é sobre o lugar singular reservado à Virgem Maria na obra da Redenção. Jesus é único Mediador da salvação e a sua Santíssima Mãe «de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia» (LG, 60). Na Virgem Maria, acrescentou o Papa, reflete-se também o mistério da Igreja:


“Nela, o povo de Deus encontra representadas a sua origem, o seu modelo e a sua pátria. Na Mãe do Senhor, a Igreja contempla o seu próprio mistério, não só porque nela encontra o modelo da fé virginal, da caridade materna e da aliança esponsal a que é chamada, mas também e sobretudo porque reconhece nela o seu próprio arquétipo, a figura ideal daquilo a que é chamada a ser.”

Como se pode ver, disse por fim o Papa, as reflexões sobre a Virgem Mãe reunidas na Lumen Gentium ensinam-nos a amar a Igreja e a servir nela a realização do Reino de Deus. E convidou a questionar: vivo com fé humilde e ativa a minha pertença à Igreja? Reconheço nela a comunidade da aliança que Deus me deu para corresponder ao seu amor infinito? Sinto-me parte viva da Igreja, em obediência aos pastores dados por Deus? Olho para Maria como modelo, membro excelente e mãe da Igreja?


"Irmãs e irmãos, que o Espírito Santo nos conceda viver plenamente estas maravilhosas realidades. E, depois de termos aprofundado a Constituição Lumen Gentium, peçamos à Virgem que nos obtenha este dom: que cresça em todos nós o amor pela Santa Madre Igreja. Assim seja!"



Papa Leão XIV reza no local do atentado a João Paulo II, 45 anos atrás


Na Audiência Geral desta quarta-feira, 13 de maio, o Papa Leão XIV recordou o atentado ao Papa João Paulo II, ocorrido quarenta e cinco anos atrás.


Há 45 anos, naquele mesmo abraço da Praça São Pedro, por onde nesta quarta-feira, o Papa Leão XIV passou de papamóvel para saudar os fiéis, seu predecessor, São João Paulo II, sofreu uma tentativa de assassinato.


Naquele local, recordado com uma placa de mármore branco a poucos passos da Porta de Bronze, Leão XIV desceu do papamóvel, caminhou e parou para rezar por alguns instantes em silêncio diante do azulejo posicionado entre os paralelepípedos. Por fim, ajoelhou-se e acariciou o brasão de Karol Józef Wojtyła. Uma imagem simbólica em memória daquele evento que, há mais de quatro décadas, chocou o mundo inteiro, que se reuniu em oração pela rápida recuperação do Pontífice.


Leão XIV também recordou esse acontecimento em sua saudação em inglês, ao final da catequese:


“Hoje, recordamos a memória de Nossa Senhora de Fátima. Neste dia, 45 anos atrás, houve um atentado contra a vida do Papa João Paulo II e, por essas razões, dediquei minha catequese de hoje à Santíssima Virgem Maria.”

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