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Autismo em mulheres e a dificuldade de diagnóstico

Por Fabíola Castro

*Imagem: site Instituto Inclusão Brasil.

O autismo é um transtorno onde se tem características próprias e níveis de suporte. Tem como principais características a dificuldade na comunicação, o prejuízo na socialização, além da preferência por rituais e rotinas rígidas. Existem algumas diferenças no diagnóstico entre homens e mulheres e pode haver uma maior dificuldade em se diagnosticar esse transtorno em pacientes do sexo feminino.


Geralmente as meninas são mais falantes, por isso, pode-se encontrar pacientes mulheres que não tem dificuldade na construção da linguagem, mas que se pode observar uma dificuldade na compreensão do que é dito, ou seja, na compreensão do discurso.


Segundo especialistas, é comum que essas mulheres passem pela vida inteira com muitos diagnósticos de transtornos psiquiátricos, quando na realidade o que se tem é uma mulher dentro do espectro autista, mas que não foi diagnosticada e não consegue se inserir socialmente, não consegue se entender e nem se aceitar como ela é. Na verdade, essa mulher não tem uma doença, mas uma condição que a faz tentar agir dentro de uma normalidade que não é a dela.


A Dra. Gesika Amorim, Mestre em Educação Médica, Pediatra pós-graduada em Neurologia e Psiquiatria, com especialização em Tratamento Integral do Autismo, Saúde Mental e Neurodesenvolvimento, conversa com a gente hoje e explica sobre o Transtorno do Espectro Autista, seus sinais e identificação e por que o diagnóstico de Autismo em mulheres é tão complexo e mais difícil.


Confira:


Primeiramente, o que é o Autismo?


Existe diferença desse transtorno em homens e mulheres? De que forma?


É mais difícil o Autismo ser diagnosticado em mulheres? Por quê?


Há uma idade de prevalência do diagnóstico de autismo? Esse diagnóstico pode ser tardio?


Quais os níveis de autismo? E como se chega ao diagnóstico desse transtorno?


Por que pode acontecer a demora do diagnóstico?


Reforçando, o que observar em relação ao Autismo de sinais e sintomas, e no caso, das mulheres em que o diagnóstico pode ser mais difícil quando buscar ajuda?


Diante desses sinais e sintomas, dos transtornos comportamentais e quando esse diagnóstico vem tardiamente, o que é feito? Como vai se conduzir esse tratamento?


Obrigada pela entrevista! Para quem quiser seguir o seu trabalho e ter mais informações como fazer?


Como a Dra. Gesika Amorim destacou, a demora do diagnóstico de Autismo, principalmente em mulheres se dá porque na maioria das vezes essas mulheres, na infância, passam por outras condições e transtornos, como pelo transtorno de ansiedade, pelo transtorno bipolar, depressão entre outros, e assim passam por diferentes diagnósticos, tomam inúmeros medicamentos e não conseguem se tratar. Para um diagnóstico assertivo, a pessoa precisa passar por um profissional especializado e com experiência em Autismo.


Atualmente muito se fala em autismo, porém, é preciso buscar informação correta e um profissional qualificado, e passar por uma avaliação neuropsicológica. Autismo em adultos é um transtorno comportamental e esse diagnóstico ser bem fundamentado, também como destacou a especialista na entrevista.



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