Autismo e mercado de trabalho: professor de Psicologia avalia benefícios da inclusão
- Radio Catedral

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Por Rádio Catedral

Inclusão para todos, não apenas para cumprir tabela junto à lei, é um empecilho constante enfrentado pelos jovens e adultos diagnosticados no transtorno do espectro autista quando buscam a entrada no mercado de trabalho.
Em agosto de 2024, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 5.813/2023, que prevê a criação de mecanismos para facilitar a inserção de pessoas com TEA no mercado de trabalho e em vagas de estágio adequadas ao perfil desses candidatos. A proposta busca integrar bases de dados de emprego e cadastros de pessoas com autismo, além de promover a acessibilidade nos ambientes laborais.
O professor do curso de Psicologia da Estácio, Daniel Gouvea, destaca os impactos de esquecer que as crianças autistas crescem e enfrentam dificuldades ao tentar entrar no mercado de trabalho, porque não encontram a inclusão na prática, apenas para cumprir a lei.
A partir do exemplo de uma pizzaria em Monza que realizou adaptações viabilizando um ambiente com menos cores e ruídos para receber funcionários autistas, o professor Daniel Gouvea destaca de que forma este desenvolvimento de cultura interna favorece todos os colaboradores e os clientes.
O professor do curso de Psicologia da Estácio, Daniel Gouvea comenta o impacto para o desenvolvimento pessoal e emocional da pessoa com autismo.
Segundo o professor Daniel Gouvêa, a inclusão também contribui para o desenvolvimento dos colaboradores e a cultura interna e institucional da empresa.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que cerca de 85% dos profissionais com autismo permanecem fora do mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui mais de 2 milhões de pessoas com TEA, então seriam cerca de 1,7 milhão de indivíduos sem emprego.






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