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Violência doméstica: Delegada de Mulheres de Juiz de Fora orienta sobre como denunciar

Por Rádio Catedral


Neste sábado, 25 de novembro, é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres 2023. Também está em andamento até dezembro a campanha “Os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”.


As duas iniciativas se justificam diante dos inúmeros relatos de violência doméstica, alguns inclusive terminando em morte.

O Catedral Notícia conversou com a delegada Alessandra Azalin, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, sobre como agir nestas situações. Primeiramente, ela explicou quais situações são consideradas violência doméstica perante a Lei Maria da Penha.

A delegada Alessandra Azalin enumerou os crimes de violência doméstica mais comuns registrados em Juiz de Fora.


As vítimas podem solicitar medidas protetivas. A delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher explica o que é e quais restrições elas preveem ao agressor.


Em casos de violência doméstica, as pessoas devem procurar as autoridades. A delegada Alessandra Azalin explica como as denúncias podem ser feitas.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Juiz de Fora funciona no segundo piso do Santa Cruz Shopping, localizado na Rua Jarbas de Lery Santos, 1655 - Centro, e funciona das 8h30 até 12h e das 14h às 18h.



Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher em Juiz de Fora


Para marcar a data, o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) Olavo Costa, em parceria com o projeto Vamos Juntas, Grupo Mulheres do Brasil e comissão OAB Mulher, prepararam uma ação comunitária com o objetivo de sensibilizar a comunidade sobre os tipos de violência contra a mulher, a importância do debate sobre a igualdade de gênero e também promover um encontro diversificado para toda a comunidade.


A iniciativa está marcada para este sábado, 25, das 9h às 12h, na sede do Cras, localizado na Rua Jacinto Marcelino, 25, Vila Olavo Costa. Serão oferecidas instruções jurídicas sobre violência contra a mulher e sobre direito de família, orientações sobre autoexame da mama e agendamento de mamografias feitas pelo “Ascomóvel” da Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer de Juiz de Fora (Ascomcer), confecção e cadastros de currículos, oficina de mercado de trabalho e empregabilidade.


A programação também conta com o coral de natal do Centro de Convivência do bairro, debates sobre violência doméstica, oficina de percussão (programa Fica Vivo), artesanato, maquiagem, tranças afro, grafite e recreação infantil.


Ainda para marcar a data, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) irá promover uma série de atividades na Praça da Estação, das 9h às 14h. Rodas de conversa, feira de artesanato e apresentações culturais são algumas das atividades programadas. A iniciativa integra a campanha "21 dias de ativismo por Direitos", idealizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). Organizada pela Casa da Mulher da PJF, as atividades também têm como intuito conscientizar as pessoas sobre o mês da consciência negra e a luta das mulheres contra a violência.


Os debates irão permear questões sobre empreendedorismo, independência financeira, enfrentamento da violência, além de apresentações artísticas levando em consideração a temática do dia com os grupos Cinosargo e Charmosas do Tamborim.


Durante o evento, a população poderá conferir uma feira de artesanato com o objetivo de abrir os espaços para que mulheres, pretas e imigrantes possam expor seus produtos, divulgando seus trabalhos para que alcancem outros públicos e haja o movimento da economia local. As expositoras estarão com tendas de artesanatos em fibras naturais e de tecido em geral, acessórios, decoração e comidas típicas de imigrantes.


Na oportunidade também será lançada a Cartilha da Lei Maria da Penha, com orientações sobre os tipos de violência e como denunciar. Clique aqui para conferir.


Materiais informativos para as migrantes sobre os serviços oferecidos pela Casa da Mulher também serão veiculados. A proposta levou em consideração que a migração pode colocar a mulher em uma condição ainda mais vulnerável e que a língua pode ser um grande desafio e uma barreira no acesso a direitos.


Confira a programação completa:


Rodas de conversa


9h30 - Empreendedorismo e independência financeira como mecanismo para sair do espiral da violência.


Convidadas: Daniela Ferreira (Sebrae MG), Maria Geralda Lopes (Rede Educadores de Economia Solidária), Raquel Oliveira (psicóloga e sócia-fundadora da RHeserva Consultoria).


Mediação: Maria Cristiane Ribeiro (coordenadora da Casa da Mulher).


10h - Debate: Mulheres e Violência: Precisamos falar para erradicar.


Convidadas: Elizabete Martins (integrante do Quilombo Raça e Classe, do Movimento Mulheres em Luta e do Fórum feminista 8M), Kênia Borges (integrante do Comitê Municipal de Defesa da Diversidade Religiosa e do Fórum 8M), Débora Medeiros (historiadora, integrante do Coletivo Maria Maria e servidora do Centro Integrado de Atendimento à Mulher da Câmara Municipal), Laiz Perrut (professora e vereadora), Yasmin Moreira (empreendedora social e participante do grupo Mulheres do Brasil de JF).


Mediação: Samara Miranda (assessora de políticas para as mulheres da SEDH).


Atrações culturais


11h - Esquete "Não me dê flores"- com a atriz Ciça

12h30 - Grupo Cinosargo - composições com suporte de instrumentos da tradição manufaturados em comunidade

13h30 - Charmosas do Tamborim - coletivo que preza pelas tradições e pelos ritmos afro-brasileiros.


Expositoras


Simone Duarte - Acessórios em Crochê

bolsas, brincos, sapatos e chinelos em crochê


Associação de Mulheres Migrantes Venezuelanas com comidas típica

Mauriceia Lima - Acessórios em Crochê


Helda Moreira - Divertidas linhas, bonecas de pano, bolsas, ecobags, necessaires e turbantes


Neici Macramê, peças em macramê, acessórios e decoração


Sheila Amada, bonecas africanas e artesanato em fibras naturais


Acotirene Artesanatos, artesanato em tecido em geral

Origem da data


A Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1999, reconhece o dia 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A data foi escolhida em homenagem às irmãs Pátria, Maria Teresa e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo. As irmãs dominicanas eram conhecidas por “Las Mariposas” e lutavam por melhores condições de vida na República Dominicana.

"21 dias de ativismo por Direitos"


A ação, idealizada pela SEDH, iniciou no Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, com debates na Casa dos Conselhos em relação à igualdade racial. Integrando um movimento global, as atividades terão ações temáticas focadas na garantia dos direitos de todos e todas, considerando as diferentes formas de existência pela construção de uma sociedade mais igualitária. O encerramento da campanha será no Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro.


A ação, idealizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), integra um movimento global. As atividades diárias terão ações temáticas focadas na garantia dos direitos de todos e todas, independentemente de gênero, classe, religião, etnia e idade, considerando as diferentes formas de existência pela construção de uma sociedade mais igualitária. Segundo o secretário da SEDH, Biel Rocha, nestes 21 dias serão reafirmados que Direitos Humanos não é uma pauta moral, mas política e institucional. “É a única forma de cumprirmos a Constituição da República, a nossa Lei Orgânica e oferecer cidadania. A nossa secretaria foi criada pela prefeita, Margarida Salomão, para impregnar em toda a administração pública a causa pela defesa dos direitos de todas e todos. É necessário promovê-los como instrumento na construção de uma nova Juiz de Fora, onde todas as ações, projetos, atividades e programas implementados pelas diversas áreas do governo tenham esse olhar que deve ser respeitado por toda administração para que essa política chegue para quem mais precisa dela”, explicou.

Confira a programação:


20/11: 9h- Conferência de Saúde da População Negra no Colégio Granbery - R. Barão de Santa Helena, 482-518 - Centro


20/11: Fixação de cartazes no ônibus com informações sobre a Lei 14.532/2023 que tipifica como crime de racismo a injúria racial


20/11: Roda de conversa com o tema “Educação é Poder”, às 18h30, na Casa dos Conselhos - Rua Halfeld, 450, 7º andar, Centro


21/11: Roda de conversa com o tema “Processo Educativo das Crianças Negras: Histórico de Lutas e Conquistas, às 14h, no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos - Rua 5 de Agosto, 79, Vila Esperança II


21/11: Roda de conversa com pessoas em situação de rua sobre múltiplas violências, às 8h, na Av. Getúlio Vargas, 910 - Centro


22/11: Roda de conversa com as alunas do Curso de Português para Migrantes na biblioteca do bairro Benfica


23/11: Parceria da PJF com o curso de gastronomia da UniAcademia na oficina de pães, bolos e biscoitos com o foco no público LGBTQIAPN+


24/11: Roda de conversa sobre Consciência Negra no Núcleo de convivência para adultos em situação de rua – Nupop Norte, às 9h30 – Rua Martins Barbosa, 969, Benfica.


24/11: Projeto “Rede na Praça” do Cras Leste Vitorino Braga com a presença da Casa da Mulher, à partir das 13h, na Praça Teotônio Vilela. Informações sobre direitos e acesso a benefícios sociais, atendimento em saúde e zeladoria estão entre os serviços oferecidos.


25/11: Ação na Praça da Estação, às 9h, em celebração ao Dia internacional de combate a violência contra mulheres e meninas


27/11: Roda de Conversa, às 10h, com alunos do 6° e 7º ano do Colégio Machado Sobrinho sobre igualdade racial e consciência negra


27/11: Evento do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, às 18h30, na Casa dos Conselhos - Rua Halfeld, 450, 7º andar, Centro. Temas que serão abordados: consciência negra, Dia Mundial de Luta conta a Aids, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher e Direitos Humanos


28/11: Roda de conversa com servidores da Secretária Municipal Urbanização sobre Igualdade Racial.


28/11: Roda de conversa sobre violência doméstica no Moinho Zona Norte


28/11: Roda de conversa sobre “Mulheres e violência institucional” - auditório da Casa da Mulher, às 8h30, Av. Garibaldi Campinhos, 169, Vitorino Braga


29/11: Seminário “Crescimento da população idosa: perspectivas e desafios”,das 14h às 16h, no anfiteatro do Museu Ferroviário, localizado na Av. Brasil, 2001, Centro. Qualquer pessoa interessada no tema pode se inscrever para participar pelo link.


29/11: Roda de conversa em parceria com o Creas - “Reflexões sobre os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher - Tecendo Redes de Proteção". Auditório da Casa da Mulher, às 9h.


30/11: Roda de Conversa sobre o combate ao Racismo, Direitos e Leis na Casa dos Conselhos.


1/12: Aula da saudade com alunos do CPC


2/12: Feira da saúde no Pam Marechal


4/12: “Cine Pop” no Centro de Referência de Direitos Humanos para a população em situação de rua


5/12: Roda de conversa com agentes de trânsito sobre múltiplas violências contra a mulher


5/12: Mutirão de retificação de nome e gênero, das 14h às 17h, na Casa da Mulher (para maiores de 18 anos que residam em Juiz de Fora) 6/12: Roda de conversa no Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher no espaço de acolhimento Vivendas do Presente


7/12: Cine debate


8/12: Capacitação sobre diversidade sexual e de gênero na Casa da Mulher


9/12: Liberação dos cursos gerais sobre Direitos Humanos no site da PJF


10/12: Feira dos Direitos Humanos na Praça Antônio Carlos

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