Um mês após enchentes, Juiz de Fora contabiliza vítimas e intensifica reconstrução
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Por Rádio Catedral

Um mês após as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e região, a cidade ainda convive com os reflexos da tragédia, que deixou mortos e causou grandes prejuízos. Segundo a Prefeitura, cerca de 8 mil pessoas ficaram desabrigadas e 65 mortes foram registradas. O cenário ainda é de reconstrução e retomada, com famílias tentando reorganizar a vida após perdas materiais e humanas.
Em balanço apresentado nesta semana, a prefeita Margarida Salomão destacou as ações emergenciais e anunciou auxílios financeiros para as vítimas. Entre eles, o Auxílio Calamidade, de 800 reais, pago pelo município, e o Auxílio Reconstrução, do Governo Federal, no valor de 7.300 reais por família atingida. O objetivo é oferecer suporte imediato para que os moradores consigam recomeçar.
A resposta à tragédia mobilizou uma grande rede de apoio. Mais de 500 toneladas de donativos foram arrecadadas, 670 pessoas chegaram a ser abrigadas em escolas e, atualmente, centenas de moradores seguem acolhidos em hotéis e apartamentos.
Na saúde, foram realizados mais de 5 mil atendimentos, enquanto a maior parte dos serviços públicos já foi restabelecida. Mesmo assim, quase 60 ruas ainda permanecem interditadas em diferentes pontos da cidade.
De acordo com dados do Cemaden, Juiz de Fora está entre os municípios brasileiros que mais registram desastres naturais, ocupando a quinta posição no país. A cidade também está entre aquelas com maior população vivendo em áreas de risco, o que aumenta a vulnerabilidade em períodos de chuva intensa.
O volume registrado durante o temporal foi considerado extremo, equivalente a três vezes acima da média prevista para todo o mês de fevereiro.
Mesmo com os avanços, o processo de reconstrução ainda exige tempo e investimento. Imóveis foram danificados, cinco escolas precisarão ser reconstruídas e a Prefeitura também reforça obras estruturais, com previsão de mais de 370 milhões de reais em intervenções de macrodrenagem para reduzir os impactos de novos eventos climáticos.
A cidade agora tenta virar a página, equilibrando o luto pelas vidas perdidas com o esforço coletivo para reconstruir não só a infraestrutura, mas também a rotina e a segurança da população diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.


