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Trabalho doméstico tem avanços no Brasil, mas ainda reflete desigualdades sociais

  • Foto do escritor: Silvia Carvalho
    Silvia Carvalho
  • há 6 horas
  • 1 min de leitura

Por Rádio Catedral


Foto: Freepik
Foto: Freepik

Nesta segunda-feira (27), Dia Nacional da Empregada Doméstica, especialistas reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre as condições de trabalho da categoria no Brasil. Um dos principais marcos na garantia de direitos para as trabalhadoras domésticas foi a chamada PEC das Domésticas, aprovada em 2013, que assegurou benefícios antes negados a essas profissionais, como destaca a professora do curso de Direito da Estácio e especialista em Direito trabalhista, Fernanda Mathiasi.

Apesar dos avanços, os dados mostram que a profissão ainda carrega fortes marcas de desigualdade social e racial. Em Minas Gerais, mais de 90% dos trabalhadores domésticos são mulheres, e a maioria é formada por mulheres negras — que representam 71% da categoria no estado. Outro dado preocupante é o perfil educacional dessas profissionais: quase 70% não concluíram o ensino médio, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro.

 

Já de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o emprego doméstico teve queda de 21% nos últimos anos. Apesar disso, a remuneração média da categoria aumentou e chegou a R$ 2.047 em 2025, o maior valor registrado nos últimos seis anos. Para Fernanda Mathiasi, esse processo faz parte da regularização da profissão.

Um dos principais pontos em debate com relação ao emprego doméstico diz respeito à jornada de trabalho que, segundo Fernanda Mathiasi, deve ser feito por meio de acordo entre empregado e empregador.

Segundo Fernanda Mathiasi, a discussão deve ir além da quantidade de empregos e focar na qualidade das relações de trabalho, com garantia de direitos, remuneração justa e dignidade para uma categoria historicamente marcada pela desigualdade.


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