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São João Paulo II é celebrado por devotos em Paróquia de Juiz de Fora

Foto do escritor: Silvia Carvalho
Silvia Carvalho
há 6 horas
3 min de leitura

Por Rádio Catedral



Nesta quinta-feira (22), a Igreja Católica faz memíria de São João Paulo II, o Papa da Paz, que criou as Jornadas Mundiais da Juventude e liderou a Igreja em um momento importante da história mundial.


Na Arquidiocese de Juiz de Fora, com o tema “Com São João Paulo II, sejamos Igreja em missão: lugar de encontro, comunhão e esperança”, a primeira paróquia do Brasil dedicada ao santo no Bairro Nova Era, celebra o padroeiro com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, das 14h às 19h. Em seguida, a Bênção Solene do Santíssimo Sacramento e, às 19h30, a Missa Solene, na matriz na Rua Jarcil Firmino Pinheiro, 30, no Bairro Nova Era.


“A família está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração.” Esta reflexão São João Paulo II é o tema do editorial com Padre José Domício.




Em uma edição do quadro "Você Sabia" sobre a história da origem do Conclave, há a explicação sobre o "1978: Ano dos Três Papas"


Foto: Vatican Media
Foto: Vatican Media

Conheça a história de São João Paulo II

Fonte: Site da Canção Nova


Karol Wojtyła nasceu em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920. Era o mais novo de três irmãos. Até os 21 anos, ele perdeu mãe, irmãos e pai. Mesmo diante das perdas, o amor recebido na família movia o coração do jovem Karol a Deus e era o alimento da força para enfrentar outras dores e sofrimentos, como a ocupação nazista na Polônia.


Para driblar o regime opressor, o jovem que queria ser ator chegou a trabalhar em uma pedreira e em uma indústria química para evitar a deportação para Alemanha. Mesmo sem ser deportado, assistiu de perto os horrores da guerra. Clandestinamente, em 1942, entrou para o seminário, tendo aulas secretas na residência do arcebispo de Cracóvia.


Quatro anos mais tarde, em 1º de novembro de 1946, foi ordenado sacerdote. Durante 12 anos, viveu entre estudos, licenciatura de teologia e ética social, além dos trabalhos próprios do exercício do ministério sacerdotal, como vigário de algumas paróquias de Cracóvia. Doze anos após a ordenação presbiteral, Wojtyla se tornou bispo auxiliar da Cracóvia. Em 1964, tornou-se Arcebispo. Em 1967, tornou-se cardeal, por indicação de Paulo VI.


Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978, no conclave que sucedeu a morte do Papa João Paulo I. Era a primeira vez em cerca de 450 que era eleito um papa não italiano. Escolheu o nome João Paulo II e implantou no papado os valores que tinha aprendido ao longo da vida no anúncio do Evangelho de Cristo.


Manteve discurso conciliador e pacificador, mediando a paz em várias situações de conflito. Defendeu ferrenhamente os valores da família e a inviolável dignidade de todo ser humano dentro do projeto de amor de Deus por cada um – de onde brota aquilo que ficou conhecido como a Teologia do Corpo.


Com o lema “Totus tuus”, “todo teu, Maria”, declarou seu amor e total devoção à Virgem Maria. E o Papa atribuiu à Virgem Maria a sobrevivência ao atentado que sofreu em 13 de maio de 1981.


Foi papa por 26 anos, o terceiro maior Pontificado da História da Igreja. Sua atuação na defesa da família, do estímulo ao diálogo inter-religioso e na promoção da paz o levou a ser conhecido carinhosamente como “peregrino do amor”, em alusão às suas constantes visitas papais: foram 129 países em que o papa polonês repetia o gesto que se tornou símbolo da sua presença: beijar o chão de cada novo lugar que visitava logo depois de descer do avião.


João Paulo II criou as Jornadas Mundiais da Juventude, escreveu 14 encíclicas, organizou 15 assembleias do Sínodo dos Bispos, nomeou 231 cardeais, beatificou 1338 pessoas e canonizou 482 santos. Nos últimos anos de vida lutou bravamente contra o Parkinson. Entrou para eternidade no dia 2 de abril de 2005. Seu funeral reuniu milhões de fiéis em Roma e mais de 200 representantes de governos.


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