Sindicato aciona Ministério Público após demissão de quase 50 funcionários terceirizados da UFJF
- Silvia Carvalho
- há 50 minutos
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Por Rádio Catedral

Cerca de 50 trabalhadores terceirizados da Universidade Federal de Juiz de Fora foram demitidos após o encerramento do contrato entre a UFJF e a empresa Stark Tecnologia e Facilities. O caso levou o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação, o Sinteac, a solicitar a mediação do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego.
Segundo a entidade, muitos funcionários foram surpreendidos na noite de quarta-feira, dia primeiro, ao receberem o aviso de demissão. O presidente do Sinteac, Sérgio Félix, denuncia um impasse entre a empresa e a universidade sobre quem deve assumir as responsabilidades pelas demissões.
Em nota, a Universidade Federal de Juiz de Fora informou que a renovação do contrato não foi possível porque a empresa responsável pelos terceirizados não apresentou, dentro do prazo, a documentação necessária para comprovar a regularidade junto à Receita Federal. A UFJF acrescentou que está adotando medidas para reduzir os impactos da interrupção dos serviços.
Já a Stark Tecnologia e Facilities informou que os colaboradores foram dispensados em razão do término da vigência do contrato firmado com a universidade.
As demissões atingem pelo menos 43 profissionais que atuavam na Pró-Reitoria de Cultura. Entre as funções afetadas estão analistas musicais, restauradores de bens culturais, programadores visuais, organizadores de eventos e operadores de mídia audiovisual.
Com a saída desses profissionais, equipamentos culturais da UFJF, como o Cine-Theatro Central, o Museu de Artes Murilo Mendes, o Centro de Ciências, o Fórum da Cultura, o Centro Cultural Pró-Música e o Memorial da República Presidente Itamar Franco, além do Instituto de Artes e Design e da Faculdade de Comunicação, podem sofrer impactos temporários em suas atividades.


