Seis meses após tragédia das chuvas, Juiz de Fora mantém estado de calamidade pública
- Silvia Carvalho
- há 6 horas
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Por Rádio Catedral

Seis meses após as chuvas que deixaram 66 mortos e provocaram uma série de danos em Juiz de Fora, a Prefeitura renovou o estado de calamidade pública por mais 180 dias.
O novo decreto foi publicado neste sábado, dia 22, e mantém medidas emergenciais para as áreas atingidas pelos temporais de fevereiro. A decisão ocorre enquanto ações de recuperação e reconstrução ainda estão em andamento.
A tragédia começou na noite de 23 de fevereiro, quando uma sequência de chuvas intensas atingiu diferentes regiões da cidade. Deslizamentos de terra, alagamentos e inundações provocaram mortes, destruíram imóveis e afetaram a infraestrutura urbana.
Seis meses depois, os efeitos da tragédia ainda permanecem visíveis. Mais de 9 mil chamados da Defesa Civil já foram concluídos, mas 47 ruas continuam evacuadas e 26 permanecem totalmente interditadas. A Prefeitura também iniciou a demolição de imóveis condenados, como 22 residências na Rua Maranhão, no bairro São Bernardo, na última sexta-feira, dia 21.
Em alguns locais, como Três Moinhos e trechos do Esplanada, a desocupação de imóveis foi considerada definitiva devido às condições do solo.
Agora, com a renovação do decreto, a Prefeitura poderá manter a mobilização dos órgãos municipais para as ações de resposta, reabilitação e reconstrução.
A medida também permite a continuidade de contratações emergenciais de bens, obras e serviços necessários ao enfrentamento da calamidade, além de autorizar, em situações de risco iminente, a entrada em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuações.
O decreto também é necessário para a manutenção de medidas como o saque calamidade do FGTS e a possibilidade de pausa emergencial em contratos de financiamento imobiliário, conforme as regras aplicáveis.
A renovação do estado de calamidade vale por 180 dias. A Prefeitura afirma que o objetivo é garantir a continuidade das ações que ainda precisam ser executadas e dar suporte às famílias afetadas.






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