Seis meses após tragédia das chuvas, Juiz de Fora mantém Estado de Calamidade e avança na reconstrução
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Por Rádio Catedral

Seis meses depois das fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e deixaram 66 mortos, a Prefeitura prorrogou por mais 180 dias o estado de calamidade pública no município. O novo decreto foi publicado neste sábado, dia 22, e mantém medidas emergenciais enquanto as ações de recuperação das áreas atingidas continuam.
A tragédia começou na noite de 23 de fevereiro, quando uma sequência de chuvas intensas provocou alagamentos, inundações e deslizamentos em diferentes pontos da cidade. Além das mortes, o temporal causou danos à infraestrutura, destruiu imóveis e obrigou milhares de moradores a deixarem suas casas. Dados divulgados após seis meses apontam mais de 2 mil e 200 imóveis destruídos e mais de 8 mil pessoas desalojadas.
Agora, seis meses depois, uma das prioridades da Prefeitura é avançar na demolição de imóveis que permanecem interditados e representam risco à população ou dificultam a circulação.
Em entrevista à Rádio Catedral, a prefeita Margarida Salomão explica que as demolições seguem critérios de segurança e só são realizadas depois que a situação das famílias afetadas está encaminhada.
Margarida Salomão destaca que, seis meses após a tragédia, Juiz de Fora já recuperou grande parte do funcionamento normal da cidade.
Segundo a prefeita, imóveis reconhecidos pela Defesa Civil como afetados pelas chuvas terão isenção do IPTU neste ano.
Margarida Salomão ressalta que a compra assistida segue as regras do programa Minha Casa, Minha Vida e atende famílias que se enquadram nos critérios de renda.
Ainda de acordo com Margarida Salomão, cerca de 8 mil e 900 famílias já foram contempladas ou estão em processo de receber o Auxílio Reconstrução.






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