Segunda morte por hepatite A em 2026 acende alerta em Juiz de Fora
- Radio Catedral

- 27 de mai.
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Por Rádio Catedral

A confirmação da segunda morte por hepatite A em 2026 voltou a acender o alerta das autoridades de saúde em Juiz de Fora. O caso foi divulgado nesta terça-feira (26) pelo Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, após resultado positivo para o vírus em exame laboratorial realizado pela própria unidade hospitalar.
Segundo informações do hospital, o paciente morreu no início de maio e teve a presença do vírus confirmada após análise clínica conduzida pelo Setor de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Este é o segundo óbito associado à doença confirmado no município neste ano.
Em nota, a Prefeitura informou que a Vigilância Epidemiológica acompanha a situação e reforçou que os dois óbitos relacionados à hepatite A foram oficialmente confirmados pelas autoridades sanitárias. Apesar da gravidade dos casos, a administração municipal aponta que houve desaceleração da transmissão nas últimas semanas.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam uma redução de 88,6% nos registros da doença entre a semana epidemiológica 11, quando a cidade atingiu o pico de 132 casos, e a semana 18, que contabilizou 15 confirmações. Mesmo assim, o cenário ainda preocupa as autoridades.
Juiz de Fora já ultrapassou a marca de mil casos confirmados de hepatite A somente em 2026, número superior à soma de todos os registros da doença entre 2016 e 2025 no município. Atualmente, a cidade concentra a maior parte das notificações da doença em Minas Gerais neste ano.
Durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Juiz de Fora, a Secretaria de Saúde informou que homens entre 30 e 34 anos representam a maior parte dos casos registrados na cidade. O município também confirmou que mais de 2,2 mil adultos já foram vacinados e destacou o reforço das ações de vacinação, busca ativa e atendimento itinerante por meio do Vacimóvel.
A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente por via fecal-oral, geralmente associada à falta de saneamento básico, higiene inadequada e também à transmissão sexual. Entre os sintomas mais comuns estão pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, febre, dores abdominais, náuseas e cansaço intenso.
A orientação da Secretaria de Saúde é para que pessoas com sintomas procurem imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica e acompanhamento adequado.






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