Santa Mônica: uma história de fé, lágrimas e esperança que atravessa gerações
- Silvia Carvalho
- há 8 minutos
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Por Rádio Catedral

De origem berbere, Mônica nasceu no ano 331, em Tagaste, norte da África, em uma família rica de antigas raízes cristãs. Ela se dedicou aos ensinamentos da Sagrada Escritura; forjando uma forte espiritualidade pela oração e assídua prática dos Sacramentos, além dos quais se coloca a serviço da comunidade eclesial.
Casou-se com Patrício, homem ambicioso, pagão, irascível, de caráter difícil, que também lhe foi infiel. Mônica, doce, benévola, capaz de dialogar nos momentos oportunos, com espera, paciência e oração, conseguiu converter o marido à fé.
Eles tiveram três filhos Agostinho, Navígio, e uma filha, da qual não se sabe o nome. Todos foram educados segundo os princípios cristãos. Viúva aos 39 anos, administrou os bens da família, dedicando-se, com amor incomensurável aos filhos. E Agostinho era o que mais causava preocupações, o “filho de tantas lágrimas”.
Segundo o Vigário Episcopal para Vida e Família da Arquidiocese, Padre Laureandro Lima da Silva, as lágrimas, a esperança e a oração de Santa Mônica mostram um caminho de fé para quem enfrenta desafios semelhantes.
Padre Laureandro Lima da Silva destaca que Santa Mônica enfrentou o sofrimento com presença, oração e orientação espiritual, sem perder a esperança na conversão de Agostinho.
Padre Laureandro Lima da Silva ressalta que Santa Mônica ensina às mães de hoje sobre limites, amor incondicional e paciência diante das escolhas dos filhos.
Após concluir sua missão ao acompanhar Agostinho em sua caminhada de fé, Santa Mônica adoeceu e morreu aos 56 anos. Inicialmente foi sepultada na atual Igreja Santa Áurea em Óstia Antiga, onde há uma lápide.
No século 15, o Papa Martinho quinto transladou as relíquias para igreja de São Trifão, em Roma, confiada aos frades Agostinianos, onde ainda estão atualmente.






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