Província Eclesiástica de Juiz de Fora celebra a padroeira 'Maria, Mãe da Igreja'
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Por Rádio Catedral

A memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, recorda-nos que a maternidade divina de Maria se estende, por desejo de Jesus, à maternidade humana, ou seja, à própria Igreja, mediante um ato de consagração. Em 2018, o Papa Francisco introduziu a celebração desta memória na segunda-feira, após a solenidade de Pentecostes, dia em que a Igreja nasceu. Em janeiro de 2024, Papa Francisco proclamou Nossa Senhora Mãe da Igreja como Padroeira da Província Eclesiástica de Juiz de Fora, composta pela Arquidiocese de Juiz de Fora e pelas dioceses de Leopoldina e São João del-Rei. em homenagem, haverá uma missa nesta segunda (25) às 19h, na Catedral. “Onde está Maria, lá está a família, a fé. Ela é a Mãe da Igreja, a Mãe de todos nós, a Mãe da nossa esperança. Maria é a mãe que nos acompanha, que nos protege, que nos encoraja a seguir em frente.” A reflexão do papa Francisco foi o tema do editorial com Padre Erelis no Jornal Boa Nova.

Sobre Maria, Mãe da Igreja
Fonte: CNBB e Vatican News
Na primeira segunda-feira após Pentecostes, a Igreja eleva o olhar a Maria que estava com os apóstolos, quando veio o Espírito Santo: celebra-se a memória da Virgem Maria Mãe da Igreja sendo protagonista com a primeira comunidade.
ja tem raízes nos primeiros tempos do cristianismo – e já está presente no pensamento de Santo Agostinho e São Leão Magno, no Credo de Nicéia de 325, e já os Padres do Concílio de Éfeso (430) haviam definido Maria como “verdadeira mãe de Deus” – ele retorna ao Magistério de Bento XIV e Leão XIII.
O Papa Paulo VI, no final da terceira sessão do Concílio Vaticano II, em 21 de novembro de 1964, declarou a Bem-Aventurada Virgem “Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos pastores que a chamam de Mãe amantíssima”.
Mais tarde, em 1980, João Paulo II inseriu nas Ladainhas Lauretanas a veneração a Nossa Senhora como Mãe da Igreja.
Depois, chegou o decreto do Papa Francisco, “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, divulgado em 3 de março de 2018, com data de 11 de fevereiro do mesmo ano, ficou estabelecido que a recorrência seja celebrada na segunda-feira após Pentecostes. O objetivo é “favorecer o crescimento do senso materno da Igreja nos pastores, religiosos e fiéis, bem como da genuína piedade mariana”.
“Todas as palavras de Nossa Senhora são palavras de mãe”, desde o momento da “Anunciação até o fim, ela é mãe”. O Papa Francisco o havia dito na Casa Santa Marta, na primeira Missa celebrada em memória da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, em 21 de maio de 2018. E explicava como os Padres da Igreja haviam entendido que a maternidade de Maria era a maternidade da Igreja. Ao salientar a dimensão feminina da Igreja e também a importância da mulher, afirmou: “Sem a mulher a Igreja não vai em frente, porque ela é mulher, e essa atitude da mulher vem de Maria, porque Jesus assim o desejou”.
Em 10 de junho de 2019, escreveu um tweet que continua atual: “Maria, mãe da Igreja, ajuda-nos a entregar-nos plenamente a Jesus, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e de cruz, quando nossa fé é chamada a amadurecer”






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