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Procon e MPMG orientam imobiliárias sobre alta abusiva de preços de aluguéis em Juiz de Fora

  • Foto do escritor: Radio Catedral
    Radio Catedral
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Por Rádio Catedral


Apesar de tudo que aconteceu em Juiz de Fora na última semana de fevereiro, com 65 mortes e danos visíveis em vários cantos do município há quem tenta lucrar com a tragédia. Na semana passada, houve reclamações sobre aumentos abusivos de preços de aluguéis.

Por isso, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (Procon/JF) divulgaram alertas ao setor e informaram as providências em andamento.

Risco de “abusos da premente necessidade” da população afetada

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Juiz de Fora, expediu uma recomendação a imobiliárias e ao Sindicomércio a se absterem de reajustar, sem justa causa, os valores dos aluguéis residenciais e comerciais nos 180 dias em que vigora o Decreto Municipal nº 17.693/2026, que declarou estado de calamidade pública em razão das fortes chuvas.


A medida foi adotada após notícias de reajustes de aluguel muito superiores à média anteriormente praticada na cidade, diante do aumento expressivo da demanda por imóveis, provocado pelo desalojamento de milhares de pessoas em decorrência de inundações e desabamentos registrados.


Diante das informações, o promotor de Justiça Juvenal Martins Folly determinou a instauração de Investigação Preliminar para apurar eventuais reajustes abusivos e notificará, por amostragem, imobiliárias da cidade para apresentação de informações.   Ele ressaltou que a prática de elevar preços sem justa causa em contexto de necessidade coletiva pode configurar crime contra a economia popular, conforme o art. 4º, “b”, da Lei nº 1.521/1951.


A Promotoria de Justiça acompanhará a conduta das imobiliárias e do setor comercial de locações ao longo do período emergencial. Caso sejam identificadas práticas consideradas “abusos da premente necessidade” da população afetada, o MPMG poderá adotar medidas administrativas e judiciais para garantir a proteção dos consumidores e o respeito à legislação.


Orientações do Procon aos consumidores

Após receber denúncias, a Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (Procon/JF) já iniciou a apuração dos casos para responsabilizar eventuais infratores, como explica a superintendente, Tainah Marrazzo.




O Procon encaminhou recomendação ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Juiz de Fora, para prevenir reajustes abusivos e coibir práticas de especulação imobiliária durante o período de calamidade pública no município. Alerta que reajustes sem justificativa técnica ou contratual e a imposição de exigências excessivas agravam a vulnerabilidade das pessoas atingidas.


Entre as orientações do Procon estão:


  • Não promover aumentos abusivos nos aluguéis, sobretudo em imóveis destinados à população afetada;

  • Não exigir vantagens excessivas dos locatários, como reajustes injustificados ou cláusulas que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada;

  • Evitar práticas que provoquem elevação artificial de preços;

  • Garantir informações claras, adequadas e prévias sobre todas as condições contratuais, assegurando transparência nas negociações.


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