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Por atraso de repasse de mais de R$ 16 milhões pela PJF, Hospital Maternidade Therezinha de Jesus restringe atendimentos ao SUS

Foto do escritor: Silvia Carvalho
Silvia Carvalho
há 3 dias
2 min de leitura

Por Rádio Catedral


Foto: HMTJ/Divulgação
Foto: HMTJ/Divulgação

O Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) anunciou a restrição temporária da capacidade assistencial do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir desta quarta-feira (7) em razão da falta de repasses;


Segundo o ofício enviado à Prefeitura de Juiz de Fora, ao Ministério Público (MPMG) e ao Conselho Regional de Medicina, por causa da inadimplência de R$ 16.478.118,74, o Hospital já não tem meios para manter a assistência no volume contratado.


Em nota enviada à Rádio Catedral, a Prefeitura de Juiz de Fora explicou que tomou conhecimento da comunicação do prestador nas últimas horas da tarde de terça (6). A Administração Municipal informa que mantém abertos os canais de diálogo e que, ao longo da semana, serão realizadas outras reuniões institucionais para o encaminhamento da situação, que, até o momento, não gerou consequências práticas para o atendimento.


Impacto no atendimento


Segundo o documento divulgado pelo HMTJ, entre as pendências em aberto, estão R$ 2.257.166, 28 centavos dos incentivos da Rede de Urgência e Emergência, relativos aos leitos de retaguarda e de UTI nas competências de julho e agosto de 2026, e R$ 1.917.081,93 relativos à hemodiálise de março a julho de 2026.

Para preservar a segurança dos pacientes, foram implantadas as seguintes alterações: os atendimentos de urgência e emergência ficam mantidos, por ora; o serviço de hemodiálise vai atender os pacientes já em tratamento, mas não aceitará novos pacientes. E será solicitada a transferência para outros hospitais da rede dos pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, com atendimento garantido até a transferência. Além disso, a Maternidade deixa de receber, como retaguarda, pacientes encaminhados pelas Unidades de Pronto Atendimento e por outros hospitais.

De acordo com o Oficío enviado à Secretaria Municipal de Saúde, a direção do Therezinha de Jesus destaca que compete ao Município o repasse dos recursos de execução do Convênio que são enviados pelo Governo Federal. Sem os repasses, o Hospital destacou não tem condições de custear a assistência no volume contratado, e seria um risco admitir novos pacientes nessas condições. As medidas serão revistas assim que os repasses forem regularizados, conforme a instituição.


No ofício, o HMTJ requer a regularização imediata dos repasses; a orientação da Central de Regulação, das UPAs e do Samu para redirecionarem os encaminhamentos de retaguarda e os novos pacientes de hemodiálise para os demais prestadores da rede os encaminhamentos e a disponibilização pela Central de Regulação de vagas em outros hospitais para a transferência dos pacientes de UTI.

O Therezinha de Jesus destacou que amanutenção da urgência e emergência também pode ficar comprometida se a inadimplência persistir.


Nota da PJF


Em nota para a Rádio Catedral, a Prefeitura de Juiz de Fora informa que tomou conhecimento da comunicação do prestador nas últimas horas da tarde. A Administração Municipal informa que mantém abertos os canais de diálogo e que, ao longo da semana, serão realizadas outras reuniões institucionais para o encaminhamento da situação, que, até o momento, não gerou consequências práticas para o atendimento.


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