Pe. Leonardo Loures: 'São Martinho de Lima nos ensina que a verdadeira grandeza está na capacidade de amar e servir'
Por Rádio Catedral

Esta terça-feira (3) é especial na Paróquia São Martinho de Lima, na Diocese de Óbidos, no Pará, Igreja-irmã da Arquidiocese de Juiz de Fora: a celebração do padroeiro.
O pároco, Padre Leonardo Loures, conta que São Martinho de Lima não deixou o preconceito ‘endurecer o seu coração’ e transformou os pequenos gestos em expressões de amor e cuidado com o próximo, uma inspiração para a atuação da igreja onde estiver.
Hoje uma missa solene celebra o padroeiro da paróquia-irmã de juiz de fora em Óbidos. Além disso, a data também marca o anuncio da festividade de São Martinho de Lima, que é realizada na virada de novembro para dezembro como explica padre Leonardo Loures
Padre Leonardo Loures lembra a importância dos dizimistas para as missões realizadas pela Arquidiocese de Juiz de Fora, entre elas a atuação em Óbidos, no Pará.
Padre Leonardo Loures aproveita para enviar uma mensagem ao padre Expedito Lopes, diretor da rádio Catedral.

História de São Martinho de Lima
Martinho nasceu em Lima, no dia 9 de dezembro de 1579, filho de um nobre cavaleiro espanhol e de uma jovem negra panamenha de origem africana. Por causa da pele escura, não foi reconhecido pelo pai, e foi registrado como “filho de pai ignorado” no livro de batizado.
Ao lado da irmã dois anos mais nova, foi educado pela mãe para ter fé em Deus. Ainda criança começou a trabalhar como aprendiz de barbeiro, que também atuaria como dentista e cirurgião. Alma extremamente sensível e de profundidade mística, Martinho fez da profissão um exercício de caridade para com os pobres, principalmente depois que se tornou ajudante de um médico.
Com 15 anos, bateu à porta do convento dos dominicanos em Lima, onde foi admitido apenas como terciário e incumbido dos trabalhos mais humildes da comunidade. Por ter uma vida espiritual profunda, os superiores o acolheram como integrante efetivo da ordem em 1603.
Ele se dedicou ao cuidado dos irmãos doentes e também dos pobres e mendigos com muito zelo. As histórias a respeito da santidade dele extrapolou os limites do convento, por causa dos extraordinários carismas, como profecias, os êxtases, as bilocações. Embora nunca tenha se distanciado de Lima, foi visto na África, na China e no Japão para confortar missionários em dificuldade.
Houve uma peste epidêmica e ele curou todos os confrades e quem recorreu a ele. Com as esmolas que recebia, fundou um hospital para os meninos abandonados e jejuava para dar de comer aos pobres. Com uma vida voltada para a prática de caridade, Martinho chegou a um alto grau de santidade.
Faleceu em Lima no dia 3 de novembro de 1639, aos 60 anos. Foi beatificado, em 1837, pelo Papa Gregório XVI, canonizado em 1962, por São João XXIII; e em 1966, o Papa Paulo VI o proclamou patrono dos barbeiros.






Comentários