Papa Leão XIV: 'promover os valores católicos para construir uma Europa mais pacífica e justa'
- Radio Catedral

- há 2 horas
- 2 min de leitura
Por Vatican News

“Que esta Conferência contribua para a promoção do papel dos valores católicos na construção de um Continente europeu mais pacífico e justo”.
É o desejo que o Papa Leão XIV expressa para a Conferência Europeia que se realiza esta sexta-feira (23), em Luxemburgo, sobre o tema “A construção da paz na Europa: qual o papel do pensamento social católico e dos valores universais?” O evento é organizado pela Fundação Centesimus Annus Pro-Pontefice, em conjunto com a Comece e a Escola Luxemburguesa de Religião e Sociedade.
A verdade hoje reduzida a mera opinião
A mensagem, assinada pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, e dirigida ao presidente da Centesimus Annus, professor Paolo Garonna, foi lida pela manhã por dom Bernardito Cleopas Auza, núncio apostólico junto à União Europeia. No texto, o Papa expressa seu apreço pelo tema escolhido, que “se reveste de particular importância, dada a grande relutância, hoje, em discutir os valores universais que a religião ou qualquer sistema de fé pode contribuir para o bem comum da sociedade”. “Enquanto essa relutância tenha várias razões, a crise subjacente é a difusão do relativismo e a redução da verdade a uma simples opinião”, afirma Leão XIV. E sublinha que “nenhuma comunidade, e muito menos um continente, pode viver em paz e prosperar sem verdades partilhadas que informem as suas normas e valores”.
O valor da Doutrina Social da Igreja
O Pontífice reitera, portanto, “a necessidade urgente” de abraçar novamente “a verdade de que a pessoa humana é criada à imagem e semelhança de Deus”. Nessa linha, o Papa Leão recorda as palavras de João Paulo II na encíclica Centesimus annus, segundo as quais “nenhum progresso autêntico é possível sem o respeito pelo direito natural e originário de conhecer a verdade e de viver de acordo com ela”.
Deste ponto de vista, a Doutrina Social da Igreja tem muito a oferecer, pois — lembra o Papa — ela “ultrapassa as fronteiras e fornece uma plataforma para os interesses coletivos e um estilo de vida, tornando assim possível a coexistência pacífica”.









Comentários