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Papa Leão XIV: cristãos e muçulmanos devem transformar a indiferença em solidariedade

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    Radio Catedral
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Por Vatican News


Foto Vatican Media
Foto Vatican Media

O Papa Leão XIV recebeu em audiência os participantes do oitavo colóquio organizado conjuntamente pelo Dicastério para o Diálogo Inter-religioso e pelo Instituto Real de Estudos Inter-religiosos.


O tema escolhido este ano para o encontro é “Compaixão humana e empatia nos tempos modernos” e, para o Pontífice, é particularmente oportuno para o nosso mundo atual. "De fato, não se trata de sentimentos marginais, mas sim de atitudes essenciais de ambas as nossas tradições religiosas e de aspectos importantes do que significa viver uma vida verdadeiramente humana."


Em seu discurso, Leão XIV falou como as duas tradições religiosas entendem a compaixão e a empatia, que não são algo adicional ou opcional, mas um chamado de Deus para refletir sua bondade em nossa vida cotidiana. O diferencial cristão é propriamente Jesus Cristo, em quem essa compaixão divina torna-se visível e tangível. "Deus vai além de ver e ouvir, assumindo a nossa natureza humana para se tornar a encarnação viva da compaixão. Seguindo o exemplo de Jesus, a compaixão cristã torna-se uma partilha ou um “sofrer com” os outros, particularmente os mais desfavorecidos. Por essa razão, 'o amor aos pobres — qualquer que seja a forma que a sua pobreza assuma — é a marca evangélica de uma Igreja fiel ao coração de Deus'", explicou o Papa.


A foto de grupo com o Papa Leão   (@Vatican Media)
A foto de grupo com o Papa Leão (@Vatican Media)

Essa convicção, portanto, tem implicações sociais, prosseguiu o Pontífice, que manifestou seu apreço pelos esforços do Reino Hachemita da Jordânia ao acolher refugiados e ajudar os necessitados em circunstâncias difíceis. E fez uma advertência:


“Queridos amigos, a compaixão e a empatia correm, infelizmente, o risco de desaparecer hoje. Os avanços tecnológicos tornaram-nos mais conectados do que nunca, mas também podem levar à indiferença. O fluxo constante de imagens e vídeos das dificuldades alheias pode entorpecer nossos corações, em vez de comovê-los. (...) Esse tipo de apatia está se tornando um dos mais sérios desafios espirituais do nosso tempo.”

Nesse contexto, cristãos e muçulmanos são chamados a uma missão comum: reavivar a humanidade onde ela se esfriou, dar voz aos que sofrem e transformar a indiferença em solidariedade. "A compaixão e a empatia podem ser nossos instrumentos, pois têm o poder de restaurar a dignidade do outro. Espero que a Jordânia continue a ser uma testemunha viva desse tipo de compaixão, bem como um sinal de diálogo, solidariedade e esperança, numa região marcada por provações", concluiu o Papa, fazendo votos de que a mútua colaboração se traduza em gestos concretos de paz, empatia e fraternidade.

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