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Papa Leão XIV aos devotos equato-guineenses: 'o futuro da Guiné passa pelas vossas escolhas'

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    Radio Catedral
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Por Mariangela Jaguraba – Vatican News

Papa Leão XIV aos devotos equato-guineenses: 'o futuro da Guiné passa pelas vossas escolhas'
Papa Leão XIV aos devotos equato-guineenses: 'o futuro da Guiné passa pelas vossas escolhas'

O Papa Leão XIV presidiu a missa, nesta quarta-feira (22), na Basílica da Imaculada Conceição, em Mongomo, Guiné Equatorial, quarta e última etapa de sua viagem apostólica internacional ao Continente Africano.


Essa basílica é o maior edifício religioso na África Central e o segundo maior em toda a África, depois de Nossa Senhora da Paz em Yamoussoukro, na Costa do Marfim. Esta obra neogótica, inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma, é um símbolo de orgulho nacional e devoção religiosa, atraindo peregrinos e visitantes. A Imaculada Conceição é a Padroeira da Guiné Equatorial.


"A Eucaristia abarca verdadeiramente todo o bem espiritual da Igreja: é Cristo, nossa Páscoa, que se entrega a nós; é o Pão vivo que nos sacia; é a presença que nos revela o amor infinito de Deus por toda a família humana e o seu vir ao encontro de cada mulher e cada homem, ainda hoje", disse o Papa no início de sua homilia.


Estou contente por poder celebrar convosco, dando graças ao Senhor pelos 170 anos de evangelização nestas terras da Guiné Equatorial. Trata-se de uma ocasião propícia para fazer memória de todo o bem que o Senhor realizou e, ao mesmo tempo, desejo expressar a minha gratidão a tantos missionários, missionárias, sacerdotes diocesanos, catequistas e fiéis leigos que gastaram a sua vida ao serviço do Evangelho.

De acordo com o Papa, "eles acolheram as expectativas, as interrogações e as feridas do vosso povo, iluminando-as com a Palavra do Senhor e tornando-se sinal do amor de Deus no meio de vós; com o seu testemunho de vida, colaboraram para o advento do Reino de Deus, não temendo sofrer pela sua fidelidade a Cristo".


Nesta perspectiva, sois chamados a continuar hoje o caminho traçado pelos missionários, pelos pastores e pelos leigos que vos precederam. A todos e a cada um é exigido um empenho pessoal que envolva totalmente a vida, para que a fé, celebrada de forma tão festiva nas vossas comunidades e liturgias, alimente as vossas atividades caritativas e a responsabilidade em relação ao próximo, visando a promoção do bem de todos.

"Este compromisso exige perseverança, requer muito esforço e, por vezes, sacrifício, mas é o sinal de que somos verdadeiramente a Igreja de Cristo", sublinhou o Papa, ressaltando que "mesmo que as situações pessoais, familiares e sociais que vivemos nem sempre sejam favoráveis, podemos confiar na obra do Senhor".


"Deus não nos privará dos sinais da sua presença e será para nós 'o pão da vida', que saciará a nossa fome. Que tipo de fome sentimos? E do que tem fome hoje este país?" Perguntou o Papa Leão, recordando o lema de sua visita: «Cristo, luz da Guiné Equatorial rumo a um futuro de esperança».


Segundo o Pontífice, hoje "há fome de futuro, mas de um futuro habitado pela esperança, capaz de gerar uma nova justiça, capaz de dar frutos de paz e fraternidade. E não se trata de um futuro desconhecido, que devemos aguardar de forma passiva, mas de um futuro que nós próprios, com a graça de Deus, somos chamados a construir".


O futuro da Guiné passa pelas vossas escolhas; está confiado ao vosso sentido de responsabilidade e ao empenho partilhado em proteger a vida e a dignidade de cada pessoa. É necessário, portanto, que todos os batizados se sintam envolvidos na obra de evangelização, se tornem apóstolos da caridade e testemunhas de uma nova humanidade. De acordo com o Papa Leão, "trata-se de participar, com a luz e a força do Evangelho, no desenvolvimento integral desta terra, na sua renovação, na sua transformação". Porque são tantas as riquezas naturais com que o Criador vos dotou, exorto-vos a colaborar para que elas possam ser uma bênção para todos. Que o Senhor vos ajude a tornar-vos cada vez mais uma sociedade em que cada um, de acordo com as suas diversas responsabilidades, trabalha ao serviço do bem comum e não de interesses particulares, superando as desigualdades entre privilegiados e desfavorecidos. "Que cresçam espaços de liberdade e que a dignidade da pessoa humana seja sempre salvaguardada: penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldades; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em condições higiênicas e sanitárias preocupantes", disse ainda o Papa.

De acordo com Leão XIV, "são necessários cristãos que tomem em suas mãos o destino da Guiné Equatorial". A seguir, o Papa os encorajou a não terem "medo de anunciar e testemunhar o Evangelho"! "Sede vós os construtores de um futuro de esperança, de paz e de reconciliação, continuando a obra que os missionários iniciaram há 170 anos", concluiu ele, pedindo à Imaculada Conceição que "os acompanhe neste caminho" e que os "torne discípulos generosos e alegres de Cristo".

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