Papa: ao invés de resignação, participação ativa da sociedade pela paz e o bem comum
Por Vatican News

"Não guerras, mas construção da paz e de equilíbrios justos que geram civilização, com participação ativa de todos componentes sociais e culturais da sociedade", afirma o Pontífice à delegação do Centro Internacional de Estudos Papa Leão XIV com sede em Florença.
Os desafios atuais exigem "interação contínua entre batizados e Magistério, cidadãos e peritos, povo e instituições" na "formação para a vida pública e política entendida como serviço ao bem comum": "exatamente o oposto da resignação!".
"Bom dia a todos e sejam bem-vindos! Hoje temos aqui um encontro um tanto familiar…", disse o Papa Leão XIV logo ao início do discurso dirigido aos participantes do primeiro workshop promovido pelo Centro Internacional de Estudos Papa Leão XIV, fundado recentemente, há pouco mais de um ano, no Convento Agostiniano de Santo Espírito, em Florença, na Itália.
A iniciativa de dois dias sobre o tema da pobreza no Pontifício Instituto Patrístico Augustinianum, de Roma, terminou nesta quinta-feira (17/09) e contou com a participação do Pe. Joseph Farrell, prior-geral dos agostinianos.
No Vaticano, na Sala do Consistório, cerca de 50 pessoas encontraram o Papa em audiência, que tomou conhecimento "dos primeiros passos" da instituição que leva o seu nome.
Para Leão XIV, grato pela criação do espaço, o reconhecimento em refletir de modo crítico "a construção de uma civilização do amor, a serviço da qual a Doutrina Social da Igreja tem muito a oferecer".
Inclusive os agostinianos pode contribuir ao atual panorama internacional, "para uma compreensão do amor como princípio de renovação da vida pessoal, econômica e política. O amor une para libertar, une para gerar, se compromete para construir".
A criação do Centro de Estudos em Florença
A instituição de pesquisa, formação e produção cultural, que nasceu da Ordem de Santo Agostinho a convite do próprio Prevost, é dedicada à figura e aos ensinamentos de Leão XIV para redescobrir o valor da Doutrina Social da Igreja como ferramenta essencial para interpretar as transformações do mundo contemporâneo e promover uma presença responsável na vida pública.
Para essa missa, recordou o Pontífice, o Centro de Estudos tem dialogado em nível nacional e internacional com universidades, instituições acadêmicas, órgãos públicos, organizações da sociedade civil, realidades eclesiais e redes associativas.
"O segredo está em caminhar juntos, sempre, sem nos fecharmos ao encontro, mesmo com quem é diferente e parece pensar, falar ou agir de maneira diferente", reforçou o Papa, encorajando à dimensão comunitária e à busca do bem comum através da conversão pessoal e coletiva: "sim, sejam especialistas nas novidades de Deus: não aquelas que deslumbram pela rapidez e eficiência, mas aquelas que Ele opera silenciosamente, libertando o mundo antigo dos seus becos sem saída e inaugurando caminhos pelos quais avançar juntos".
"Não as guerras, mas a construção da paz e de equilíbrios justos que geram civilização, com a participação ativa de todos os componentes sociais e culturais de uma sociedade aberta."
O mundo de hoje exige interação e não resignação
A Doutrina Social da Igreja, assim, também pode dar a sua contribuição na figura dos leigos cristãos diante dos desafios atuais.
A mudança de época que estamos enfrentando, disse o Papa citando a exortação apostólica Dilexi te sobre o amor com os pobres, "torna hoje ainda mais necessária a interação contínua entre batizados e Magistério, entre cidadãos e peritos, entre povo e instituições":
“Que o Centro de Estudos de vocês possa promover esse exercício, que necessita de pioneiros e facilitadores, especialmente quando há o risco de prevalecer formas de desconfiança e resignação. Mesmo que signifique avançar contra a corrente, que a missão de esperança de vocês consista em promover, na Itália e no mundo, uma formação para a vida pública e política entendida como serviço ao bem comum, responsabilidade para com a comunidade e construção de relações fundamentadas na solidariedade, na justiça e na paz. Portanto, exatamente o oposto da resignação!”






Comentários