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Papa: a caridade deve orientar o progresso. Deus e o homem não são rivais

Foto do escritor: Jvxo_ 2375
Jvxo_ 2375
há 3 minutos
2 min de leitura

Por Vatican News


Foto: Vatican News.
Foto: Vatican News.

Cerca de 25 mil pessoas participaram da Audiência Geral de hoje na Praça S. Pedro. Em sua catequese, o Pontífice deu prosseguimento ao ciclo sobre os documentos do Concílio Vaticano II.


Qual é o valor da atividade humana no mundo e, por conseguinte, do progresso técnico, social e científico? Esta é a pergunta que norteou a catequese desta quarta-feira do Papa Leão XIV.


O Pontífice deu continuidade à análise da Constituição Pastoral Gaudium et spes do Concílio Ecumênico Vaticano II, comentando hoje o terceiro capítulo, intitulado: "A atividade humana no mundo". 


"Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é um agente de progresso. Com a liberdade e a inteligência, ele amplia os seus conhecimentos, fazendo assim progredir toda a sociedade", afirmou o Santo Padre.

Isso é facilmente visível quando se consideram as melhorias nas condições de vida ao longo das sucessivas gerações. 



O ser humano e Deus não são rivais, reiterou o Papa. E o progresso técnico-científico não é antagonista da fé cristã, como os humanismos pós-cristãos defeneram. 


A essas considerações, o Concílio foi claro: as vitórias do gênero humano manifestam a grandeza de Deus.


Ele colocou nas mãos do homem e da mulher uma criação ainda in statu viae, ou seja, em caminho, em crescimento, para que eles a conduzam à plenitude através da sua atividade sensata.


Santificar o cotidiano

Desta perspetiva, prosseguiu o Papa, surge uma verdade importante: para encontrar Deus, o ser humano não deve abandonar as ocupações terrenas, mas pode viver plenamente a sua vocação, desempenhando bem o trabalho quotidiano e santificando-o.


E não só: para se tornar um autêntico progresso humano — isto é, de todo o homem e de todos os homens —, o progresso técnico e científico deve ser animado e orientado pela caridade.


Só assim poderá estar sempre ao serviço da defesa da dignidade do homem e promover as condições de vida de todos, especialmente dos mais desfavorecidos. O Santo Padre então concluiu:


“Queridos irmãos e irmãs, o Concílio Vaticano II convida-nos a partilhar o pão do conhecimento e do saber-fazer, para que cada homem e cada povo possa desenvolver o seu potencial e, juntos, possamos construir, com a ajuda de Deus, um futuro melhor.”

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