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Morre Malu Ribeiro, fundadora do Grupo Divulgação e um dos maiores nomes do teatro em Juiz de Fora

  • Foto do escritor: Silvia Carvalho
    Silvia Carvalho
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Por Rádio Catedral


Foto: Funalfa
Foto: Funalfa

Morreu, em Juiz de Fora, nesta terça-feira, dia 8, Maria Lúcia Campanha da Rocha Ribeiro, a Malu Ribeiro, uma das figuras mais importantes da história do teatro na cidade.


Atriz, diretora teatral, figurinista, jornalista, professora e pesquisadora, Malu construiu uma trajetória que se confunde com a própria história do Centro de Estudos Teatrais – Grupo Divulgação, fundada por ela e pelo marido, o também professor José Luiz Ribeiro.


A morte acontece apenas dois meses depois de uma das celebrações mais marcantes dos 60 anos do Grupo Divulgação, comemorados em julho deste ano. Na ocasião, Malu protagonizou dois momentos de grande emoção. Um deles foi uma aula aberta sobre o dramaturgo e poeta espanhol Federico García Lorca, realizada no Forum da Cultura. A atividade marcou o retorno de Malu às salas de aula depois de mais de uma década.


O outro momento foi o depoimento dela no documentário “Quimera”, de Mauro Pianta, que resgata a história do nascimento do Grupo Divulgação. No filme, Malu contou parte dessa trajetória, marcada também pela relação com José Luiz Ribeiro, o Zeluiz, seu companheiro de vida e uma das principais referências do teatro em Juiz de Fora.


Com seu jeito irreverente, bem-humorado e ao mesmo tempo firme, Malu deixou sua marca em diferentes gerações de artistas, estudantes, espectadores e amigos.


Em nota, a Funalfa lamentou profundamente a morte da artista e destacou a dimensão de sua trajetória para a cultura de Juiz de Fora. A instituição também manifestou solidariedade a Zeluiz, aos filhos Tarsila e Federico, aos familiares e a todos que fizeram parte da história do Grupo Divulgação.


Ao longo de pelo menos seis décadas, Malu Ribeiro ajudou a construir uma história que ultrapassa os palcos e se mistura à própria memória cultural de Juiz de Fora.

Uma trajetória que agora chega ao fim, mas que permanece viva na arte, nas pesquisas, nos ensinamentos e nas muitas gerações que tiveram contato com seu trabalho.

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