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Moradores da Região dos Pires denunciam aumento nas contas de energia e cobram esclarecimentos da Cemig

  • Foto do escritor: Radio Catedral
    Radio Catedral
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Por Rádio Catedral


Foto: Divulgação/CEMIG.
Foto: Divulgação/CEMIG.

Moradores da Região dos Pires, no distrito de Monte Verde, zona rural de Juiz de Fora, denunciam aumentos expressivos nas contas de energia elétrica emitidas pela Cemig entre os meses de maio e junho deste ano.


Segundo relatos da comunidade, faturas que tradicionalmente variavam entre R$ 30 e R$ 100 passaram a registrar valores superiores a R$ 400, R$ 800, R$ 1 mil e, em alguns casos, ultrapassaram R$ 2 mil.


Os consumidores afirmam que muitos dos imóveis atingidos são sítios e chácaras utilizados apenas ocasionalmente e que não houve alteração significativa nos hábitos de consumo que justificasse os aumentos.


Diante da situação, moradores se mobilizaram em busca de esclarecimentos e passaram a reunir contas antigas, protocolos de atendimento e demais documentos para contestar as cobranças.


Entre as principais reclamações estão a falta de informações sobre a necessidade de envio da autoleitura dos medidores e a ausência de comunicação prévia sobre possíveis acúmulos de consumo.


Os moradores defendem que não se recusam a pagar pela energia efetivamente consumida, mas pedem mais transparência nos critérios adotados pela concessionária e a revisão das faturas consideradas incompatíveis com o histórico das propriedades.


Em nota, a Cemig informou que os casos devem ser analisados individualmente, levando em consideração diferentes fatores que podem influenciar o valor das contas. Segundo a companhia, um dos aspectos é o período de faturamento, que pode variar entre 28 e 33 dias, além do sistema de leitura adotado nas áreas rurais, onde a medição presencial ocorre a cada três meses.


De acordo com a empresa, nesses casos pode haver concentração do consumo acumulado, refletindo em valores acima da média nas faturas emitidas no período em que é realizada a leitura presencial.


A mobilização da comunidade também chegou ao Ministério Público de Minas Gerais. Conforme os moradores, o órgão solicitou o envio das contas de energia para análise, procedimento que já foi realizado. Agora, a comunidade aguarda um posicionamento do Ministério Público sobre as providências que poderão ser adotadas.


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