Modelo de vida interior e de fidelidade a Deus: católicos celebram NS do Carmo na Arquidiocese de Juiz de Fora
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Por Rádio Catedral

Nesta quinta-feira (16), a Igreja Católica celebra Nossa Senhora do Carmo, uma das mais antigas e difundidas devoções marianas do cristianismo. Do Monte Carmelo ao mundo atual, a espiritualidade carmelita convida os fiéis a viverem uma fé marcada pela intimidade com Deus, pela escuta da Palavra e pela confiança na proteção materna de Maria.
O pároco da Catedral Metropolitana, Padre João Paulo Teixeira Dias, destacou a devoção começou ainda no Antigo Testamento com o testemunho e a entrega a Deus feita pelo profeta Elias.
Depois, no século 13, houve outro momento importante da espiritualidade carmelita: a entrega do escapulário de Nossa Senhora do Carmo a São Simão Stock, como conta Padre João Paulo
De acordo com Padre João Paulo Teixeira, o escapulário é um símbolo de compromisso de consagração à Virgem e de seguir Jesus Cristo à luz do Evangelho.
Um dos principais símbolos dessa devoção é o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, sacramental que representa a consagração à Virgem e o compromisso de seguir Jesus Cristo à luz do Evangelho. Segundo a tradição da Ordem Carmelita, o escapulário recorda a presença constante de Maria na vida dos cristãos e seu convite à perseverança na oração e na prática da caridade. Por isso, a imposição do escapulário é um dos momentos mais significativos das celebrações em honra à padroeira.
Este foi o tema do editorial do Jornal Boa Nova desta quinta (16) com o Padre Camilo. Ouça.
Comunidade Nossa Senhora do Carmo, no Sagrado Coração
No Bairro Sagrado Coração, a comunidade Nossa Senhora do Carmo, que faz parte da Paróquia São Pio X, comemora a padroeira com o tema "Com a Mãe do Carmo, sob o manto do Escapulário, somos chamados a construir moradas de dignidade e paz." O coordenador da comunidade, Diogo Moreira da Silva, fala sobre o dia intenso de adoração ao Santíssimo e de oração à Nossa Senhora do Carmo
Ao longo da programação, todos os dias os moradores são convidados ao gesto concreto de doar leite e cobertores e haverá funcionamento da cantina com comida típica. A comunidade Nossa Senhora Carmo fica na Rua Márciano Pinto, 1.996, Bairro Sagrado Coração.

Comunidade Nossa Senhora do Carmo no Bairro Jardim Natal
No Bairro Jardim Natal, a comunidade Nossa Senhora do Carmo, na rua Antônio Bernardo 259, Jardim Natal, que faz parte da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes comemora a padroeira com o tema “No Monte Carmelo, a linda flor exala o perfume de Cristo, Maria: modelo de amor e mãe das vocações” e o lema “Com a Virgem do Carmo, celebramos 100 anos de formação no Seminário Santo Antônio” e com programação especial nesta tarde, como explica o Pároco, Padre Ivair Carolino.
Festa no Bairro Granbery
No bairro Granbery, tem terço mariano e em seguida às 19h missa com bênção dos escapulários na Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na Rua Santos Dumont, 215. Já na Igreja dos Arautos do Evangelho, tem missa seguida de bênção e imposição do escapulário na Igreja na Alameda Santo Antônio, 200, no Bosque do Imperador.

Festa no Ribeirão do Carmo
Na Paróquia Nossa Senhora das Estradas, começa nesta quinta (16) às 18h, com missa a festa de Nossa Senhora do Carmo no Condomínio Ribeirão do Carmo. Na sexta (17) , às 17h, santa missa no Condomínio Maracujá. No sábado (18), às 10h, santa missa na Fazenda do Carmo. No domingo (19), às 10h, santa missa na comunidade, seguida de almoço festivo e show de prêmios.

Celebrações no Território Arquiduiocesano
Em Chiador, Nossa Senhora do Carmo será celebrada a partir das 18h30 com adoração ao Santíssimo Sacramento e missa com imposição do escapulário na Matriz da Paróquia Santo Antônio, que fica na Praça Antônio Joaquim da Costa, 117, no Centro
Em Descoberto, a missa com imposição do escapulário em honra à Nossa Senhora do Carmo começa às 19h na Matriz da Paróquia Santíssima Trindade, na Praça Sebastião Teixeira Lopes Lima, 17, no Centro
Em Coronel Pacheco, tem Adoração ao Santíssimo Sacramento a partir das 18h15 e missa às 19h na matriz da Paróquia São Vicente de Paulo na Praça Carlos Chagas, 1, no Centro
História de Nossa Senhora do Carmo
Fonte: Site da Canção Nova
Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica.
Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155. Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.
Consagrados a Maria
Dedicaram uma capelinha a Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.
O reconhecimento
Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.
No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.
Divisão e perseguição
No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.
São Simão e o Escapulário
Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.
Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propícia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.
Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.
Pedido em Fátima
No dia 13 de outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos.
Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar, em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.






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