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Megaoperação do Ministério Público prende 49 pessoas e mira Comando Vermelho em Juiz de Fora e região

  • Foto do escritor: Silvia Carvalho
    Silvia Carvalho
  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

Por Rádio Catedral


Fotos: Divulgação/MPMG
Fotos: Divulgação/MPMG

Uma das maiores operações de combate ao crime organizado já realizadas em Minas Gerais foi deflagrada nesta quarta-feira em Juiz de Fora e outras cidades da região. Batizada de Operação Ícaro III, a ação do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Gaeco e das Promotorias de Combate ao Crime Organizado, em conjunto com a Polícia Militar, teve como alvo a estrutura da facção criminosa Comando Vermelho na Zona da Mata.


Ao todo, foram cumpridos mais de 200 mandados judiciais em Juiz de Fora, Matias Barbosa, Eugenópolis e também na cidade do Rio de Janeiro. Entre as ordens expedidas pela Justiça estão 60 mandados de prisão, 80 de busca e apreensão e 66 mandados de sequestro de veículos, além do bloqueio de quase 8 milhões e meio de reais em bens e valores ligados aos investigados.


Até o fim da manhã, 49 pessoas já haviam sido presas. Também foram apreendidas armas, munições, drogas, dinheiro em espécie e veículos, embora o balanço final das apreensões ainda esteja sendo consolidado.


Segundo o Ministério Público, a operação teve como foco atingir não apenas integrantes do tráfico de drogas, mas toda a estrutura organizacional da facção, incluindo lideranças estaduais concentradas em Juiz de Fora, responsáveis pela lavagem de dinheiro, gerentes operacionais e os chamados “disciplinas”, integrantes encarregados de monitorar o comportamento de membros da organização e até de moradores das comunidades dominadas pelo grupo.


Em Juiz de Fora, os mandados foram cumpridos em cinco bairros apontados como áreas de atuação da facção: Nova Era, Dom Bosco, Vila Montanhesa, Vista Alegre e Grama. De acordo com as investigações, nesses locais a principal atividade criminosa identificada foi o tráfico de drogas.


Segundo o Ministério Pùblico, esta é a maior operação já realizada contra essa organização criminosa em Juiz de Fora, resultado de uma investigação aprofundada que mapeou a hierarquia e o fluxo financeiro da facção. Com base nas provas reunidas, foram apresentadas nove denúncias contra diferentes núcleos ligados ao grupo criminoso.


A investigação teve início ainda em outubro de 2025, quando a primeira fase da Operação Ícaro foi deflagrada para combater a expansão da mesma facção em cidades da Zona da Mata mineira. Desde então, as apurações avançaram até chegar à terceira fase, considerada a mais ampla e contundente até agora.


O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho destacou que o objetivo de operações como essa é atacar a criminalidade em sua raiz, desarticulando suas estruturas e enfraquecendo sua presença no território mineiro.

O coordenador do Gaeco de Juiz de Fora, promotor de Justiça Thiago Carvalho, destacou o sucesso da operação e o trabalho integrado das forças de segurança.

A força-tarefa mobilizou tropas especializadas da Polícia Milita,r como Bope, Rotam e Choque, além de equipes da Polícia Civil e da Polícia Penal. Participaram da operação cinco promotores de Justiça, 13 agentes do Gaeco, 40 policiais civis e 24 policiais penais, além de efetivos especializados da capital e de Juiz de Fora.


A integração das forças de segurança foi destaca pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que esteve em Juiz de Fora acompanhando de perto a operação.

O nome da operação, Ícaro, faz referência à mitologia grega e simboliza, segundo o Ministério Público, a tentativa ousada da facção de expandir sua atuação para Minas Gerais,  movimento que agora estaria sendo interrompido com sua “queda”.



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