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Justiça condena cinco integrantes de organização criminosa que atuava em Tocantins

Foto do escritor: Silvia Carvalho
Silvia Carvalho
4 de set.
2 min de leitura

Por Rádio Catedral


Foto: Divulgação/MPMG
Foto: Divulgação/MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais conseguiu a condenação de cinco integrantes de uma organização criminosa armada ligada ao Comando Vermelho, com atuação no município de Tocantins, na Zona da Mata. Somadas, as penas ultrapassam 232 anos de prisão. Todos deverão cumprir, inicialmente, as penas em regime fechado.


A sentença foi proferida na última quarta-feira, e reconheceu a existência de uma estrutura criminosa estável e hierarquizada, com divisão de funções entre os integrantes. Segundo o Ministério Público, o grupo tinha como principais atividades o tráfico de drogas e o controle territorial por meio da violência e da intimidação.


De acordo com a decisão judicial, a organização atuava de forma integrada ao Comando Vermelho e seguia orientações de lideranças da facção que estão presas no estado do Rio de Janeiro.


Os cinco réus foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas e utilização de imóvel para a prática do tráfico. Em alguns casos, também foram aplicados aumentos de pena devido ao uso de armas de fogo, à participação de adolescente, à ligação com organização criminosa e ao exercício de funções de liderança.


As penas variam de 31 anos a mais de 57 anos de reclusão. Um dos condenados recebeu pena de 31 anos e seis meses; outro, 50 anos, oito meses e 18 dias; o terceiro, 43 anos e três meses; o quarto, 57 anos, quatro meses e 18 dias; e o quinto, 49 anos, dois meses e sete dias.


A investigação começou a partir de um Procedimento Investigatório Criminal instaurado para apurar a atuação de grupos criminosos envolvidos na disputa pelo controle territorial e pelo comércio de drogas em Tocantins. Durante o trabalho, foram reunidas provas por meio de monitoramentos, relatórios de inteligência e apreensões de drogas e munições.


Na sentença, o magistrado destacou que a atuação do grupo provocou intenso temor na população local e estava inserida em um cenário marcado por crimes violentos e disputas territoriais.


A ação foi conduzida em conjunto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco de Visconde do Rio Branco, pela Promotoria de Justiça Criminal de Ubá e pela Polícia Militar de Minas Gerais.


A Justiça manteve a prisão preventiva dos quatro condenados que já estavam presos. A quinta ré, que cumpria prisão domiciliar com monitoração eletrônica, também permanece submetida à medida.


Segundo o promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, a integração entre as forças de segurança no combate às organizações criminosas tem sido fundamental para o enfrentamento da criminalidade e para o fortalecimento da segurança pública na Zona da Mata.

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