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Inadimplência em alta: especialista em finanças orienta como reorganizar orçamentos familiares

Por Roberta Oliveira


No próximo domingo, 16 de outubro, é dia de Santa Edwiges, a padroeira dos pobres e endividados. E o que não falta é inadimplente no Brasil. É o que aponta a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).


O levantamento mais recente aponta que o percentual de famílias com dívidas em atraso atingiu 30% em setembro, é o valor mais alto da série histórica da pesquisa iniciada em 2010. Na comparação com setembro de 2021, o índice subiu 4,5 pontos percentuais.


Para entender essa situação, a gente conversou com a especialista em finanças e professora do curso de Administração da Estácio, Mayanna Marinho. Ela destacou que as contas dos brasileiros foram diretamente afetadas por conta de todo o cenário nos últimos dois anos.



Este contexto interfere na qualidade de vida de todos os integrantes da família, como avalia Mayanna Marinho.



Estabelecer limites e prioridades


Para sair desta situação, o ponto de partida é reorganizar o orçamento doméstico, controlar o uso do cartão de crédito e estabelecer limites de gastos, como explica Mayanna Marinho



A especialista em finanças e professora do curso de Administração da Estácio orienta como identificar quais contas ou gastos devem ser priorizadas neste período de reorganização orçamentária.


Na reta final do ano, aumenta a renda com o 13º salário, no entanto, é necessário redobrar os cuidados para consumir sem piorar a situação financeiras

Dados apontados pelo levantamento do CNC, segundo a Agência Brasil:


  • Tipos de dívida que mais cresceram em relação a setembro de 2021: cartões de crédito (que subiu de 84,6% para 85,6% do total de dívidas), carnês de loja (de 18,8% para 19,4%) e cheque especial (de 4,6% para 5,2%);

  • A parcela de famílias com qualquer dívida, em atraso ou não atingiu o recorde de 79,3%;

  • O endividamento das famílias mais pobres que ganham menos de dez salários-mínimos, é de 80,3%;

  • O percentual de endividamento entre as mulheres supera o percentual entre os homens: 80,9% x 78,2%, respectivamente;

  • As famílias que não têm condições de pagar as dívidas ficaram em 10,7%. Resultado é abaixo dos 10,8% registrados em agosto, mas supera os 10,3% de setembro de 2021.

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