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  • Foto do escritorRadio Catedral

Graças vos damos, Senhor, por todos os benefícios de vós recebidos; a Vós louvamos e exaltamos!




No contexto da Solenidade do Nascimento de São João Batista, o Precursor do Messias, nos reunimos para alevantar a Deus ações de graças pelo Jubileu de Argento de nossos tão caros irmãos e amigos, Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues e Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Foi com muita alegria que a Arquidiocese de Juiz de Fora celebrou os 25 anos do fato histórico, certamente inédito no Brasil, de haver duas nomeações episcopais, escolhidas de um mesmo clero, em datas tão próximas, como aquelas do ano de 1998.


A missão do Batista se resume neste lema “Preparai os caminhos do Senhor… O reino de Deus está próximo” (cf. Mc 1,3.15). Essa é a missão do Bispo; essa é, afinal, a missão de toda a Igreja: preparar caminhos para o Senhor nos corações, nas comunidades de fé e na sociedade inteira.


A experiência vocacional é um mistério divino. Três são as características que observamos na vocação dos servidores do Reino de Deus. Nós as podemos distinguir, de forma clara, na missão de São João Batista: a misteriosa iniciativa de Deus, traduzida por Isaías e de Jeremias: “O Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome” (Is 49,1-2). A segunda é a trajetória de vida que em João Batista se evidencia na expressão: “O menino crescia e se fortalecia em espírito” (Lc 1, 80). E a terceira é a humildade de reconhecer-se pequeno diante da grandiosidade da missão e a consciência de que toda vocação é um serviço prestado a Deus, a Cristo, ao Messias Salvador. Isso podemos perceber na palavra de São Paulo no livro dos Atos dos Apóstolos: “Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual não sou digno nem de desamarrar suas sandálias’” (At 13, 25).


Essa é, de fato, a experiência vocacional de todos os que, com coragem, se dispõem a dizer ‘sim’, como Maria, aos projetos do Senhor. Alegro-me de fazer parte dos nomeados por São João Paulo II, juntamente com Dom Eduardo e Dom Walmor, e tantos outros daquela ocasião, pois, no ano seguinte, em 1999, foi minha vez de dar resposta positiva ao chamado da Igreja para servir na missão episcopal. Tivemos nossa trajetória vocacional muito parecida, visto que, desde a infância, fomos para o seminário menor, com pouca idade, e concluímos, felizes, nossos desejos de ser padres. Depois da ordenação, perceberíamos que não nos pertenceríamos mais. O Senhor vai nos levando para onde ele quer e nos confiando tarefas que ele mesmo escolhe, pela mediação da Igreja. Quem de nós poderia, naqueles anos longínquos do seminário, saber de tudo o que haveria de acontecer em nosso peregrinar vocacional posterior?


Após a Ordenação Episcopal, a trajetória de Dom Eduardo o levou para o Rio Grande do Sul, depois para Bispo Diocesano de Lorena (SP), depois para Arcebispo de Sorocaba (SP). A Dom Walmor, Deus conduziu para a Bahia, seu estado de origem, depois o trouxe de volta para Minas Gerais, entregando-lhe a Arquidiocese de Belo Horizonte e até o elegendo Presidente da Conferência Episcopal Brasileira. Para não ser longo, não descreverei aqui todos os cargos, as funções e nem as missões variadas que cada um tem percorrido até agora. Desejo, sim, apresentar a ambos a satisfação que a Arquidiocese de Juiz de Fora teve de celebrar essa jubilosa data de dois de seus filhos. São cinco lustros, é um quarto de século, são 25 anos de caminhada a serviço do Reino, à disposição de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.


Por isso, recebam de nossa amada Arquidiocese de Juiz de Fora, mais uma vez, um enorme abraço de parabéns e nossos aplausos. Ad multos annos! Viva os jubilandos!


Dom Gil Antônio Moreira Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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