Exposição em Roma apresenta o olhar de São Francisco sobre o mundo através da arte
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Por Marina Tomarro - Vatican News

Olhar para além da imagem iconográfica de São Francisco para explorar sua maneira de ver o mundo e o valor ético do pensamento do Pobrezinho de Assis. Essa é a mensagem da exposição, curada por Beatrice Buscaroli, que foi inaugurada em 22 de maio em Roma, na Fundação MAXXI – Museu Nacional de Arte do Século XXI. A visão de vida, expressa no Cântico das Criaturas, torna-se, assim, um ponto de partida para reinterpretar a arte italiana do período pós-Segunda Guerra Mundial até os dias atuais.
A arte retrata o pensamento de Francisco
São Francisco não é meramente um sujeito de representação, mas uma presença capaz de direcionar o olhar e sugerir novas possibilidades de relações entre o homem, a natureza e o sagrado. "Sua figura, mesmo após 800 anos, continua a fascinar e questionar as pessoas, incluindo muitos artistas", explica Davide Rondoni, presidente do Comitê Nacional para a Celebração do Oitavo Centenário da Morte de São Francisco de Assis. "Foram eles que tornaram esta exposição possível, proporcionando uma oportunidade para compreender como os artistas de hoje se relacionam com uma figura de 800 anos atrás. O homem é um ser religioso que abriga em si um desejo pelo infinito e de conectar os fios de sua vida em um único desígnio. Nesse horizonte se encaixa a figura do Pobrezinho de Assis, que desde Giotto tem sido, sem dúvida, uma das figuras mais relevantes e mais interpeladas."
A profunda e comovente religiosidade de São Francisco
Muitos artistas contemporâneos participam da exposição. Entre outros, estão em exibição obras de Pier Paolo Calzolari, Stefano Arienti e Bruna Esposito: eles revelam uma paisagem simbólica atravessada por sinais da natureza e presenças frágeis. Alberto Burri, Mario Giacomelli, Giorgio Morandi e Ennio Morlotti refletem sobre a matéria, o tempo e a dimensão essencial da existência. A exposição continua com as visões de Mario Schifano, Maria Lai, Antonio Del Donno e Paolo Canevari, culminando em obras de artistas de gerações mais recentes que reinterpretam o tema franciscano através do símbolo, da figura e da metamorfose dos seres vivos.
A exposição é ainda enriquecida pela pré-estreia de obras inéditas de Jacopo Benassi, Chiara Calore, Aron Demetz, Fulvio Di Piazza, Marco Cingolani, Andrea Mastrovito, Alessandro Pessoli e Nicola Samorì. "As razões para se aproximar da figura de Francisco podem ser muitas", continua Davide Rondoni, "do amor pela Criação ao amor pelos amigos, à sua profunda religiosidade, mas o coração pulsante é o de um homem comovido diante da grandeza do Todo-Poderoso, que não permaneceu oculto, mas se tornou uma tenra criança que nasce no Natal."






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