Eleições 2026: CNBB reforça compromisso com a democracia e o bem comum
- Radio Catedral

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Por Arquidiocese de Juiz de Fora com informações da CNBB

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou, em 17 de junho de 2026, a Mensagem ao Povo Brasileiro por Ocasião das Eleições de 2026. O documento apresenta orientações e reflexões para o período eleitoral, reafirmando que a Igreja Católica não indica candidatos ou partidos e convidando cada eleitor e eleitora ao exercício responsável da cidadania, do discernimento e do compromisso com a democracia, o bem comum e a dignidade humana.
Confira, abaixo, a íntegra da mensagem:
MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026
“Exominoi tudo e goordai o que for bom” (1Ts 5. 21).
Ao aproximar-se mais uma eleição nacional, nós, membros do Conselho Permanente da Conferéncia Nacional dos Bispos do Brasil, dirigimo-nos ao povo brasileiro. A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos. Movida pelo Evangelho e pela missão de anunciá-Lo, promove a vida, a dignidade humana e serve à construção do bem comum. Ela parte da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade.
As eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrótica, a justiça social e a fraternidade.
À luz do Evangelho, não podemos silenciar diante da escandalosa desigualdade social, da corrupção, da compra de votos, da utilizaçõo indevida dos recursos públicos e da disseminaçõo deliberada de mentiras (fake news). Não é possível aceitar o abuso do poder econômico e político e as formas de violência que ameaçam a convivência social, enfraquecendo a confiança nas instituições democróticas. Não existe democracia sólida quando a divergéncia legítima é transformada em hostilidade permanente, pois o adversório político não pode ser tratado como inimigo.
A democracia, além de eleições periódicas, requer respeito às instituições da República, especialmente à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito, à interdependência dos Poderes, à liberdade de expressão responsável e à participação cidadã. Exige também confiança nos mecanismos legítimos de apuraçõo da vontade popular, respeito aos resultados das urnas e à Lei da Ficha Limpa.
Convidamos cada eleitor e eleitora a assumir sua responsabilidade. A abstenção não é a melhor escolha. O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos. O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social.
A esperança cristã não é ingenuidade nem otimismo superficial. Esperar significa participar, construir, dialogar, resistir ao desônimo, defender a verdade, proteger a democracia e trabalhar pela justiça. Convidamos todos os homens e mulheres de boa vontade a serem testemunhas da cultura do encontro, promotores da paz social e construtores da fraternidade.
Confiamos nosso país õ proteçõo de Nossa Senhora Aparecida, Mõe e Padroeira do povo brasileiro. Que Ela nos ajude a percorrer caminhos de justiça, verdade e paz.
Que Deus abençoe o Brasil e ilumine cada eleitor e eleitora.
Brasília – DF, 17 de junho de 2026
Pelo Conselho Permanente da CNBB:
Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB
Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiônia – GO
1º Vice-Presidente da CNBB
Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB
Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Bras1ia – DF
Secretório-Geral da CNBB






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