Diretório Acadêmico do IAD realiza atos de repúdio contra pichações de símbolos nazistas na sede no campus da UFJF
Por Rádio Catedral

Um ato antifasciscta será realizado nesta segunda (15), às 10 da manhã, no Instituto de Artes e Design (IAD) no Campus Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Na terça (16), às 16h, haverá um Aulão Público com o tema “Universidade não é espaço para o ódio: democracia, memória e resistência” na terça (16), no mesmo local.
Os dois atos foram organizados pelo Diretório Acadêmico de Artes e Design (IADDA) como repúdio às pichações de símbolos nazistas nas paredes da sede do Diretório Acadêmico do Instituto, no fim de semana.
O caso foi divulgado pelo Diretório e pela UFJF na tarde de sábado (13). A Universidade informou que as providências estavam sendo tomadas para a identificação e responsabilização dos autores, com o rigor da lei e das normas internas.
E o Diretório Acadêmico de Artes e Design (IADDA) informou que acionou a equipe de Segurança da Universidade, que está verificando registros de imagens da área. E que também está encaminhando denúncia ao Ministério Público Federal.
"Ato grave, violento e inaceitável"
Em nota de repúdio, o Diretório Acadêmico de Artes e Design destacou que foi um “ato extremamente grave, violento e inaceitável, que não se configura como crítica política, mas como uma agressão direta aos valores democráticos, à comunidade acadêmica e à dignidade humana”.
O Diretório destacou que a “democracia não suporta é a violação de sua regra fundamental de convivência: o respeito à vida, à dignidade humana e aos limites éticos e políticos do debate. Quando esses limites são rompidos, não estamos mais diante de divergência política, mas de práticas autoritárias que negam a própria possibilidade de convivência democrática. Não há diálogo possível com o ódio, a violência simbólica e a exaltação de ideologias genocidas. Qualquer movimento político está sujeito a erros e acertos, que podem e devem ser apontados, criticados e debatidos. Contudo, isso deve ocorrer dentro dos marcos democráticos”.
"Apologia incompatível com valores acadêmicos e constitui crime"
Também nas redes sociais, em nota de repúdio, a Universidade Federal de Juiz de Fora destacou que “o nazismo é uma ideologia criminosa, baseada no ódio, na intolerância e na violação dos direitos humanos, sendo responsável por graves atrocidades, como o Holocausto. Sua apologia é incompatível com os valores acadêmicos e constitui crime”.
A UFJF reafirmou o “compromisso com a democracia, os direitos humanos e o combate a todas as formas de discriminação, bem como com a manutenção de um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e respeitoso”.
Íntegra da nota da UFJF
A Universidade Federal de Juiz de Fora manifesta seu mais veemente e absoluto repúdio à aparição de símbolos nazistas pichados nas paredes da sede do Diretório Acadêmico de Artes e Design (IADDA), no campus de Juiz de Fora.
O nazismo é uma ideologia criminosa, baseada no ódio, na intolerância e na violação dos direitos humanos, sendo responsável por graves atrocidades, como o Holocausto. Sua apologia é incompatível com os valores acadêmicos e constitui crime. A Universidade reafirma seu compromisso com a democracia, os direitos humanos e o combate a todas as formas de discriminação, bem como com a manutenção de um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e respeitoso. As medidas cabíveis estão sendo tomadas para a identificação e responsabilização dos autores, com o rigor da lei e das normas internas.
Íntegra da Nota do Diretório Acadêmico
O Diretório Acadêmico de Artes e Design (IADDA) vem a público manifestar seu mais veemente repúdio ao ataque ocorrido em sua sede, marcado pela pichação de símbolos nazistas.
Trata-se de um ato extremamente grave, violento e inaceitável, que não se configura como crítica política, mas como uma agressão direta aos valores democráticos, à comunidade acadêmica e à dignidade humana.
O Diretório Acadêmico é uma entidade legítima, histórica e fundamental para a organização dos estudantes, para a defesa de direitos e para a construção coletiva do Instituto de Artes e Design. Em um instituto plural, diverso e atravessado por diferentes visões de mundo, o conflito de ideias faz parte da vida democrática. O debate, a crítica e a discordância são elementos constitutivos da política e da universidade. Não existe democracia sem divergência.
O que a democracia não suporta é a violação de sua regra fundamental de convivência: o respeito à vida, à dignidade humana e aos limites éticos e políticos do debate. Quando esses limites são rompidos, não estamos mais diante de divergência política, mas de práticas autoritárias que negam a própria possibilidade de convivência democrática. Não há diálogo possível com o ódio, a violência simbólica e a exaltação de ideologias genocidas. Qualquer movimento político está sujeito a erros e acertos, que podem e devem ser apontados, criticados e debatidos. Contudo, isso deve ocorrer dentro dos marcos democráticos.






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