De Xapuri à Juiz de Fora: a história da caminhada vocacional de Irmã Petra
Por Rádio Catedral

Neste mês, o Mosteiro Beneditino Santa Cruz sediou a profissão monástica solene e a consagração virginal da Irmã Petra. A história de vocação que começou no Acre atravessou fuso horários, mais de 4 mil quilômetros, superou desafios e agora abre um novo começo.
Uma adolescente de 13 anos viu uma religiosa passando pela rua em Xapuri. Uma cena aparentemente corriqueira mudou a vida da Irmã Petra e ela conta o motivo.
O amor por Jesus levou Irmã Petra a encontrar a Congregação Beneditina e foi o ponto de partida de toda o período de discernimento para a vida monástica, no Mosteiro Santa Maria da Esperança, em Rio Branco, no Acre.

Em 2022, com o encerramento da fundação à qual pertencia, ela permaneceu no Mosteiro Santa Cruz. Não foi uma caminhada fácil. Irmã Petra comentou que, para abraçar o chamado vocacional, precisou aprender a lidar com a saudade da família.
Vivendo no Mosteiro em Juiz de Fora, Irmã Petra fala sobre os momentos da rotina monástica que mais a aproximam da Palavra de Deus.

A profissão monástica marca que Irmã Petra assumiu publicamente seu compromisso definitivo com a vida monástica, segundo a Regra de São Bento, e foi consagrada a Deus pelo rito da consagração das virgens. Os dois momentos, celebrados na mesma Eucaristia pelo Arcebispo Dom Marco Aurélio Gubiotti, expressam a entrega dela a Cristo eua decisão de viver integralmente a vocação.
Segundo Irmã Petra, a profissão monástica marca o início de uma nova fase, na caminhada vocacional da monja beneditina, mas mantendo raízes lá do início, o que inspirou na escolha do nome religioso.
Todo este momento foi acompanhado por Juliane Pereira de Souza, a mãe de Irmã Petra. Ela falou sobre os sentimentos ao ver a filha realizar o sonho de atender à vocação

Mosteiro Santa Cruz
O Mosteiro Santa Cruz é uma comunidade de monjas beneditinas que vive segundo a Regra de São Bento, tendo como referência o princípio ora et labora, expressão latina que significa “reza e trabalha”. Elevado à condição de Abadia em 21 de setembro de 1977, o Mosteiro Santa Cruz teve Madre Benita Enout como a primeira abadessa.
Diariamente, as irmãs se reúnem sete vezes para a Liturgia das Horas, além da participação na Santa Missa. A rotina também inclui atividades necessárias à manutenção e ao sustento do mosteiro. Atualmente, a comunidade conta com 21 irmãs, com idades entre 26 e 94 anos.
As monjas trabalham em uma gráfica, mantêm um apiário e produzem pães, biscoitos, doces, geleias e outros produtos comercializados na lojinha do mosteiro. Elas cuidam dos espaços da casa, como o jardim e a sacristia, recebem hóspedes e acolhem pessoas que procuram orientação espiritual ou simplesmente alguém disposto a escutá-las.







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