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Com o período chuvoso os cuidados no combate ao mosquito Aedes Aegypti devem ser intensificados

Por Fabíola Castro

Imagem ilustrativa - Foto: Josi Pettengill - site Alesp.

Desde o início de 2020 o mundo vive a pandemia da Covid-19 causada pelo coronavírus. Em 2022, mesmo com a vacinação avançando os cuidados básicos ainda são muito necessários no combate ao vírus. Ao mesmo tempo, principalmente com o verão e período de chuvas intensas no Brasil, deve haver a preocupação com doenças como a dengue, zika e chikungunya transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A colaboração da população na eliminação de possíveis criadouros é fundamental.


Essas doenças são transmitidas pela fêmea do mosquito Aedes aegypti que tem menos de um centímetro de comprimento, possui listras brancas, sendo essa a principal diferença em relação aos pernilongos comuns. Circula durante todo o dia, mas costuma ser mais ativo nos horários com temperaturas mais amenas, como das 7h às 10h e das 16h às 19h. Além disso, voa baixo picando geralmente entre os joelhos e pés. O Aedes aegypti leva, em média, 7 dias para se desenvolver e vive durante 30 dias. Uma única fêmea produz de 60 a 120 ovos em cada ciclo reprodutivo e pode ter mais de três ciclos durante sua vida. A proliferação do mosquito é intensificada no verão, período mais quente do ano, mas os cuidados para eliminar os criadouros devem ser mantidos durante todas as estações, evitando, assim, o aumento de casos das doenças transmitidas por ele. A Coordenadora Estadual de Vigilância das Arboviroses de Minas Gerais, Daniele Capistrano, fala sobre os cuidados que devem ser tomados, principalmente em época de chuvas.

Minas Gerais teve ciclos endêmicos de dengue em 2010, 2013, 2016 e 2019, considerando esses dados um novo período de alta de casos pode ser registrado em 2022.

Ações simples no dia a dia das pessoas podem ajudar na eliminação de focos e criadouros do mosquito.

Mosquito 'Aedes aegypti'.

É importante vedar bem caixas d’água, manter calhas sempre limpas, deixar garrafas e recipientes com a boca para baixo, limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia, manter lixeiras bem tampadas e ralos limpos e com aplicação de tela, além de manter lonas para materiais de construção e piscinas sempre esticadas para não acumular água. Os pneus devem ser descartados corretamente. O lixo deve ser colocado em locais corretos para impedir o acúmulo de água. Com dez minutinhos num dia durante a semana é possível verificar se os espaços de casa estão em ordem para não serem possíveis criadouros do Aedes aegypti. Além disso, o uso de repelentes podem auxiliar para que os mosquitos sejam afastados das pessoas.


Já em locais em que o foco do mosquito Aedes Aegypti é detectado e não pode ser eliminado pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, os órgãos competentes de cada cidade devem ser acionados.



*Sonoras: Agência Minas.

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