Após reforma e novo altar, Matriz do Bom Jesus do Matozinhos, em Bom Jardim de Minas, é consagrada em celebração solene
- Silvia Carvalho
- há 19 minutos
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Por Rádio Catedral

A Paróquia Bom Jesus do Matozinhos, em Bom Jardim de Minas, viveu um momento histórico no último domingo, dia 16. Durante as celebrações pelos 170 anos de criação da comunidade paroquial e pela festa do padroeiro, a Igreja Matriz foi novamente consagrada e o novo altar dedicado em uma celebração presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti.
A Missa, celebrada na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, reuniu fiéis, autoridades, sacerdotes que fizeram parte da história da paróquia e moradores que acompanharam as diferentes etapas de reforma e ampliação do templo.
Concelebraram Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora, além de ex-párocos e outros padres do clero arquidiocesano. Ao final, foram homenageados Dom Gil, Dom Marco Aurélio e os sacerdotes que contribuíram para a realização da obra: os padres Márcio Aurélio Neves, Luciano Atanázio, Carlos Alberto Moreira e Anderson Januário Hudson. Também receberam homenagem os pedreiros Osvaldo de Paula Landim, João Evangelista de Oliveira e Valdinei Alves Daniel.
A reforma da Matriz começou a ser planejada diante da necessidade de ampliar o espaço e oferecer melhores condições para acolher os fiéis, especialmente nas grandes celebrações. A proposta também buscava dar ao templo características mais próprias de um espaço sagrado.
A obra teve início em 2016, durante o período em que Pe. Carlos Alberto Moreira esteve à frente da paróquia, e contou com a participação direta da comunidade, como conta o sacerdote.
Emocionado, Padre Carlos Alberto destacou um trecho da obra do poeta português Fernando Pessoa, para definir a dedicação de todos para os trabalhos de reforma do templo.
Os trabalhos incluíram intervenções no gesso, pintura, piso e altar. A opção foi manter a Matriz aberta durante a maior parte da obra, organizando os serviços de acordo com a rotina das celebrações. Para Pe. José Maria Novaes, a igreja renovada representa uma construção coletiva.
Campanhas, festas, leilões, shows de prêmios e outras iniciativas ajudaram a arrecadar recursos. Até mesmo as crianças da catequese participaram da mobilização, contribuindo para a aquisição de mais de 13 mil lajotas, como destaca o agente de pastoral, Paulo Cézar da Silva.
O projeto passou por diferentes momentos e foi retomado por párocos que estiveram à frente da comunidade. Pe. Anderson Januário foi um dos primeiros a impulsionar a ideia.
A profundidade das mudanças realizadas no templo levou à necessidade de uma nova consagração. A Matriz já havia sido consagrada na década de 1970, mas a reforma modificou significativamente a estrutura e incluiu um novo altar.
Durante a homilia, o Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Marco Aurelio Gubiotti destacou o trabalho da comunidade e reforçou que a Matriz não deve ser uma casa de portas fechadas ou de cristãos acomodados. A Igreja, afirmou, deve ser um lugar onde os fiéis são alimentados pela Palavra e pela Eucaristia para depois levar o Evangelho aos irmãos.
Para o prefeito de Bom Jardim de Minas, José Francisco Matos e Silva, a trajetória do município se confunde com a história da Paróquia Bom Jesus do Matozinhos. Segundo ele, a devoção ao padroeiro teve papel fundamental na formação e no desenvolvimento da comunidade que deu origem à cidade.
O prefeito destacou que a consagração marca a história não apenas da Igreja, mas também de toda a cidade de Bom Jardim de Minas.
A celebração também marcou outros dois momentos importantes para a comunidade: os 170 anos de criação da Paróquia Bom Jesus do Matozinhos e os 245 anos da chegada da imagem do padroeiro a Bom Jardim de Minas. A imagem barroca do Bom Jesus do Matozinhos, datada do século XVIII, chegou à comunidade em 1781 e permanece como uma das principais referências religiosas e históricas do município.
Além da memória histórica, a reforma também representa histórias pessoais de gerações de moradores, como ressaltou Marlene Roque Batista Vieira.






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