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Amor, fé e perdão: Frei Ariel Ribeiro destaca a força do testemunho de Santa Rita de Cássia

  • Foto do escritor: Radio Catedral
    Radio Catedral
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Por Rádio Catedral


Foto: @matriz_nspsocorro
Foto: @matriz_nspsocorro

A 'Santa das Causas Impossíveis', Santa Rita de Cássia, é celebrada nesta sexta-feira (22) pela Igreja Católica.


O caminho que a levou à santidade foi pavimentado pelo matrimônio, maternidade e o serviço a Deus - e nenhuma destas etapas da vida foi tranquila.


Santa Rita se tornou o que atualmente chamamos de resiliente diante da discórdia, do sofrimento, da perda, de ser constantemente colocada à prova, como ressalta o frei Ariel Ribeiro da Costa, vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Bairro Monte Castelo.



O frei Ariel Ribeiro da Costa reforça que o testemunho de Rita foi marcado pela oração, devoção, resiliência e amor ao próximo.



No Monte Castelo, nesta sexta (22), haverá missa às 19hcom bênção e distribuição das rosas de Santa Rita. Em seguida, tradicional bolo de Santa Rita e Bingo. A capela fica na Rua Nazira Matar de Freitas, 617.




História de Santa Rita de Cássia


Rita nasceu no ano de 1381, na província de Úmbria, Itália, exatamente na cidade de Cássia. Rita, ainda na infância, manifestou sua vocação religiosa. Diferenciando-se das outras crianças, ao invés de brincar e aprontar as peraltices da idade, preferia ficar isolada em seu quarto, rezando.


Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Um dia, Paulo, finalmente, se converteu sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita.


Dedicou-se, então, aos dois filhos ainda pequenos, que na adolescência descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo, quando adultos. Rita tentou, em vão, impedir essa vingança. Desse modo, pediu a interferência de Deus para tirar tal ideia da cabeça dos filhos e que, se isso não fosse possível, os levasse para junto dele. Assim foi. Em menos de um ano, os dois filhos de Rita morreram, sem concretizar a vingança.


Rita ficou sozinha no mundo e decidiu dar um novo rumo à sua vida. Determinada, resolveu seguir a vocação revelada ainda na infância: tornar-se monja agostiniana. As duas primeiras investidas para ingressar na Ordem foram malsucedidas. Segundo a tradição, ela pediu de forma tão fervorosa a intervenção da graça divina que os seus santos de devoção, Agostinho, João Batista e Nicolau, apareceram e a conduziram para dentro dos portões do convento das monjas agostinianas. A partir desse milagre ela foi aceita.


Ela se entregou, completamente, a uma vida de orações e penitências, com humildade e obediência total às regras agostinianas. Sua fé era tão intensa que na sua testa apareceu um espinho da coroa de Cristo, estigma que a acompanhou durante quatorze anos, mantido até o fim da vida em silencioso sofrimento dedicado à salvação da humanidade.


Rita morreu em 1457, aos setenta e seis anos, em Cássia. Sua fama de santidade atravessou os muros do convento e muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Sua canonização foi assinada pelo papa Leão XIII em 1900.


A vida de santa Rita de Cássia foi uma das mais sofridas na história da Igreja católica, por esse motivo os fiéis a consideram a “santa das causas impossíveis”. O seu culto é celebrado em todo o mundo cristão, sendo festejada no dia 22 de maio, tanto na Igreja do Ocidente como na do Oriente.



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