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Acidentes com animais e peçonhentos e transmissores da raiva: onde buscar atendimento?

Por Fabíola Castro

*Foto: Portal UFPA.

Em Juiz de Fora, há um setor de Soroterapia e Profilaxia da Raiva Humana, que fica localizado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e é referência assistencial na região. Os atendimentos para as vítimas de acidentes com animais peçonhentos ou com animais transmissores de raiva são feitos neste hospital.


No caso dos acidentes com animais peçonhentos, em que uma pessoa é atacada, picada, pode haver a necessidade da utilização de soros. Os casos graves podem levar a óbito. E a raiva humana é também uma doença grave que pode levar à morte, e pode ser transmitida por cães e gatos com a doença, por exemplo, mas não somente por esses animais.


O médico coordenador do setor de Soroterapia e Profilaxia da Raiva Humana do HPS, Dr. Mário Vieira de Siqueira, explica, em entrevista, como são os procedimentos em casos de acidentes com esses tipos de animais. Confira:



O que é o setor de Soroterapia e Profilaxia da Raiva Humana? Quais soros e vacinas são utilizados no local?


No caso de acidentes com bichos peçonhentos, qual o procedimento deve ser feito com a pessoa ferida?


E acidentes com quais animais precisam de atendimento? Quais sintomas podem ocorrer?


Em relação à raiva humana, como ela ocorre e como proceder se houver essa suspeita?


Existem casos registrados em Juiz de Fora e região?


Então, no caso de acidente com algum animal peçonhento ou com animal potencialmente transmissor da raiva, o paciente deve ser levado imediatamente ao HPS?


Animais peçonhentos gostam de ambientes quentes e úmidos e são encontrados próximo a residências com lixo acumulado. Manter a higiene do local e evitar acúmulo de coisas é a melhor forma de prevenir acidentes e o aparecimento desses animais.


Os animais peçonhentos que mais costumam aparecer na zona urbana são escorpiões e aranhas, já na zona rural são as cobras. Ao encontrar esses bichos, a população pode solicitar apoio da Guarda Municipal para a contenção de animais na área urbana, ligando para o telefone 153, no horário das 8h às 18h. De acordo com as informações da Secretaria de Saúde, como a atividade acontece paralelamente às demais ações das equipes da Guarda, o atendimento segue alguns critérios de triagem como a dificuldade do animal retornar ao seu habitat ou o perigo que possa estar oferecendo à vida das pessoas.


Quanto à raiva humana, segundo dados da Secretaria de Saúde, desde 1998 não é registrado nenhum caso da doença no município. O setor de Zoonose realiza campanhas anuais de vacinação contra a raiva nas zonas urbana e rural de Juiz de Fora e assim acontece também em municípios da região.


Ainda segundo dados divulgados pelo médico do HPS, Dr. Mário Vieira de Siqueira, em 2019 foram realizados mais de 12.700 atendimentos no Hospital, entre pessoas que foram atacadas por animais passíveis de transmitir raiva ou peçonhentos. Já em relação a média mensal foi de mais de mil casos e cerca de 36 atendimentos por dia. Em 2020 houve uma queda nesses atendimentos, foram cerca de 30 pessoas por dia, 884 por mês e 10 mil por ano. No ano de 2021, até o mês de julho, foram realizados um total de 7.715 atendimentos. Esses dados correspondem a Juiz de Fora e mais 36 municípios da região que tem como referência o HPS nesse tipo de atendimento.



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