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Varíola dos macacos: Prefeitura informa que primeiro caso é confirmado em Juiz de Fora

Por Rádio Catedral

Testes para varíola dos macacos/ monkeypox Foto: Dado Ruvic/REUTERS

A Prefeitura de Juiz de Fora informou que foi positivo o resultado dos exames do caso suspeito de varíola dos macacos (monkeypox) notificado na semana passada. Na Zona da Mata, Cataguases também confirmou o primeiro caso e em Viçosa e um suspeito está em investigação.


No último fim de semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a doença como emergência de saúde pública internacional. O Ministério da Saúde informou que já está negociando a compra de vacinas.


A varíola dos macacos é causada por um vírus e transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos e superfícies que foram utilizadas pelo infectado.



Monkeypox em Juiz de Fora


Na última sexta-feira, dia 22, em nota, a Prefeitura confirmou que os exames do caso suspeito, enviados para na Fundação Ezequiel Dias (Funed), deram positivo para monkeypox – varíola dos macacos. De acordo com a PJF, o paciente segue em isolamento domiciliar, em bom estado de saúde e sendo monitorado pela vigilância epidemiológica de Juiz de Fora.


Foi a segunda notificação no Município, a primeira teve resultado negativo. A Prefeitura ressaltou a importância da população manter medidas preventivas como uso de máscaras, lavagem das mãos e evitar contato com casos suspeitos e/ou confirmados.



Caso confirmado em Cataguases


Também na Zona da Mata mineira, a Secretaria de Saúde do município de Cataguases divulgou na manhã desta segunda, 25, por meio da Vigilância Epidemiológica, o primeiro caso de varíola dos macacos. Conforme a nota, trata-se de um caso importado, ou seja, que esteve em uma cidade onde a transmissão já ocorre de pessoa a pessoa. O resultado, de acordo com o município, foi liberado pela Funed. A pasta informou ainda, que o paciente encontra-se bem, estável e segue em monitoramento pela Vigilância Epidemiológica, e pela Estratégia em Saúde da Família.


Ainda na Zona da Mata, segundo Boletim do Estado, um caso suspeito em Viçosa segue em investigação.


Boletim do Estado


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou que dados do Estado atualizados em nesta segunda-feira, 25 de julho, às 11h, registram 44 (quarenta e quatro) casos de Monkeypox confirmados por exames laboratoriais pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Segundo a pasta, 56 casos foram descartados, 61 estão em investigação e 2 casos foram classificados como prováveis. Entre esses casos confirmados constam o de Juiz de Fora e o outro em Cataguases.


A SES-MG informou no boletim que, até o momento, os casos confirmados são todos do sexo masculino, com idades entre 22 e 48 anos, em boas condições clínicas.


Há dois casos em acompanhamento hospitalar (devido a necessidade clínica e isolamento). Em todas as situações, os contactantes estão sendo monitorados, segundo a pasta. Somente o município de Belo Horizonte apresenta transmissão comunitária, de acordo com o Estado.



Varíola dos macacos: emergência de saúde pública internacional


No último sábado, 23, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a varíola dos macacos configura emergência de saúde pública de interesse internacional. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom explicou que não foi uma decisão unânime entre os integrantes do Comitê de Emergência da OMS, mas que eles foram em frente porque o vírus tem se espalhado rapidamente por diversos países, o que aumenta o risco de disseminação internacional.


De acordo com a Agência Brasil, o Ministério da Saúde articula com a OMS a aquisição da vacina contra a doença. As negociações estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença.


O Ministério da Saúde esclareceu que a vacinação em massa não é recomendada pela OMS em países não endêmicos, como é o caso do Brasil. Até o momento, a prioridade é imunizar pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco ocupacional diante da exposição ao vírus.

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