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UFJF divulga pesquisa do perfil socioeconômico e cultural dos estudantes

Por Giovane Rezende


Em entrevista coletiva, realizada nesta quinta-feira (16), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), divulgou os dados da 5ª Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais, realizada pelo Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), no primeiro semestre de 2018 em 63 universidades pelo país.


O primeiro levantamento realizado pelo Fonaprace aconteceu no ano de 1996. Desde então, foram realizados acompanhamentos nos anos de 2003, 2010 e 2014. Os dados foram coletados entre fevereiro e junho de 2018, a partir de uma amostra de 35,34% do total de 1 milhão, 200 mil e 300 estudantes matriculados em cursos presenciais naquele período.


Entre os números divulgados, a pesquisa mostra que quase 70% dos estudantes da UFJF têm renda familiar mensal per capita de até 1 salário mínimo e meio, correspondente em 2018 a R$ 1.431 reais. Esse valor é usado como limite para acesso a vagas reservadas por meio de cota social e a programas de assistência estudantil na Universidade e define, para fins legais, a população em vulnerabilidade social.


Segundo o Reitor da UFJF, Marcus David, o relatório executivo da pesquisa, assinado pelo Fonaprace, desconstrói teses discutidas em senso comum de que as universidades públicas seriam frequentadas pelas elites culturais e econômicas do país.

Ainda segundo o levantamento, 14,5% dos alunos e alunas da UFJF têm renda mensal per capita de até meio salário mínimo, R$ 477 reais em 2018, e 34,9% tem renda entre meio e um salário mínimo, o equivalente a R$ 954 reais no último ano. Os números equivalem ao observado nacionalmente, uma vez que 70% dos estudantes das universidades públicas do Brasil têm renda mensal per capita até 1 salário mínimo e meio.


Além do assunto renda, a pesquisa traz conjuntos de informações sobre os universitários relativas ao perfil básico, moradia, origem familiar, trabalho, histórico escolar, vida acadêmica, atividades culturais, saúde e qualidade de vida, além de levantamento sobre dificuldades estudantis e educacionais. Os dados revelam que a composição social das instituições federais de ensino superior e como o perfil universitário se aproxima das características sociodemográficas da população brasileira, nos aspectos da renda, cor ou raça e sexo.


Do total de graduandos, 50,4% ingressaram por meio de cotas e 49,6% pela ampla concorrência, o que reflete a reserva de metade das vagas para alunos da escola pública. Outro dado mostra que 60,4% dos alunos são oriundos da escola pública, sendo 32,1% da escola particular e 7,5% também da escola particular, mas estudando com bolsa.


A população negra na UFJF representa 40,3% do total de estudantes. Desse percentual, 29,4% consideram-se pardos e 10,9% pretos. Amarelos são 1,2% do total e indígenas 0,3%. Não declararam cor 2,6% dos entrevistados. A realidade da UFJF é um pouco diferente da observada em todo o país. Nacionalmente, o percentual de estudantes negros equivale a 51,2%, chegando a 65,8% nas universidades do Nordeste.


O diretor de Ações Afirmativas, Julvan Moreira de Oliveira, destaca a importância das cotas para o resultado desta pesquisa, com o aumento da diversidade racial na UFJF.

A maioria dos alunos da UFJF é nascida no estado de Minas Gerais, número que representa 78,6%. O segundo estado que traz mais estudantes para a Universidade é o Rio de Janeiro, com 12,2% dos discentes. São Paulo fica em terceiro lugar, com 4,8% dos alunos, seguido pelo Espírito Santo, com 1,1% dos estudantes.


A população jovem é a maioria entre os estudantes da UFJF. São 80,9% dos alunos até 25 anos de idade. Outros 10,6% estão na faixa entre 26 e 30 anos e os demais, de 31 a 66 anos de idade, representam 8,5%. Segundo resultados da pesquisa, as mulheres são maioria entre os alunos na UFJF, representando 60% do total. O índice de estudantes do sexo masculino é de 39,7%; outros 0,3% dos participantes não declararam o sexo. Os números se aproximam do cenário nacional.


De acordo com o Reitor, Marcus David, a divulgação desses dados auxilia a Instituição na hora de planejar políticas de assistência estudantil, acompanhamento da graduação e ações afirmativas.

A partir da divulgação desses números, o Pró-Reitor adjunto de Graduação, Cassiano Caon Amorim, informou que serão realizados estudos para garantir a aplicação e implementação dessas políticas voltadas aos estudantes.

Além disso, Cassiano Caon Amorim, apontou a evasão de alunos em diversos cursos de graduação como um dos problemas que podem ser mapeados e solucionados a partir dos dados apresentados na pesquisa.

Ainda conforme o estudo, entre o total de alunos entrevistados, 4,2% afirmaram ter algum tipo de deficiência, seja de visão, audição, motora, intelectual ou múltipla. O percentual está abaixo do índice de pessoas com deficiências em Juiz de Fora, identificado em 14,3% pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


O estudo completo, com outros pontos levantados pela Quinta Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais, pode ser conferido no site da UFJF, pelo endereço ufjf.br, e no site da Andifes, pelo endereço www.andifes.org.br.