Seis meses após enchente, Ubá muda decreto e mantém ações de reconstrução
- Silvia Carvalho
- 25 de ago.
- 2 min de leitura
Por Rádio Catedral

Seis meses após a enchente que atingiu Ubá e deixou oito mortos, a Prefeitura decretou situação de emergência no município. A medida, publicada na última segunda-feira, dia 24, substitui o estado de calamidade pública decretado em fevereiro, após o fim da vigência da medida anterior.
Segundo a Defesa Civil, a mudança ocorre porque o município recuperou parte da capacidade de administrar os impactos provocados pelo desastre. Apesar disso, a cidade ainda enfrenta os efeitos da enchente e precisa concluir obras de recuperação.
Com a situação de emergência, Ubá continua habilitada a buscar apoio dos governos estadual e federal para a execução das intervenções necessárias.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Anderson Almeida, a cidade atualmente enfrenta os efeitos de um desastre já ocorrido, e não uma nova situação de crise. Por isso, o nível de resposta foi alterado, mas o município ainda pode solicitar recursos para a reconstrução.
Obras seguem em andamento
Atualmente, 16 obras de reconstrução estão em andamento em diferentes pontos de Ubá. Entre elas está a intervenção no Calçadão Deputado Ibrahim Jacob, na Rua São José. O projeto prevê a substituição do piso e a ampliação da canaleta central, buscando melhorar o escoamento da água da chuva e reduzir os impactos de novos temporais.
Para financiar as obras, a Prefeitura solicitou R$ 60 milhões ao Governo Federal. Desse total, R$ 45 milhões já foram liberados e outros R$ 15 milhões ainda são aguardados.
Segundo Renato de Castro, gerente de Relações Institucionais de Ubá, os projetos foram encaminhados à Defesa Civil após a enchente. A previsão é que as obras do Calçadão sejam concluídas em setembro.
Além da intervenção no Centro, o município também trabalha na instalação de novos guarda-corpos, na construção de muros de gabião para contenção de encostas e na execução de um novo calçamento na Avenida Beira-Rio.
Mesmo com a mudança de classificação, a Prefeitura afirma que as ações de reconstrução continuam e que o novo decreto permite a manutenção da busca por recursos para recuperar as áreas atingidas pela enchente.






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